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Santa Paulina, a primeira santa do Brasil, no Santuário de Nova Trento Santa Paulina, a primeira santa do Brasil, no Santuário de Nova Trento 

Santa Paulina: “Manifestação do Espírito Santo”

“No serviço aos pobres e aos doentes, ela tornara-se manifestação do Espírito Santo, consolador perfeito; doce hóspede da alma; suavíssimo refrigério”. Palavras do Papa João Paulo II na canonização de Santa Paulina em 19 de maio de 2002. Santa Paulina foi a primeira santa do Brasil e Fundadora da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição

Jane Nogara – Vatican News

Foi a primeira santa do Brasil, hoje o Santuário em sua homenagem na cidade catarinense de Nova Trento recebe milhares de peregrinos todos os anos. Sua beatificação foi em 1991 em Florianópolis numa missa campal com a presença de João Paulo II e onze anos mais tarde o Pontífice faria a sua canonização na Praça São Pedro no Vaticano, dia 19 de maio de 2002. Madre Paulina morreu com 77 anos em 9 de julho de 1942.

Sonhos proféticos com a Virgem Maria

Santa Madre Paulina nasceu na Itália em dezembro de 1865, seu nome de batismo era Amábile Lúcia Visintainer. Aos nove anos veio com seus pais para o Brasil e se estabeleceram na região de Nova Trento onde havia outros trentinos. Depois de sonhos proféticos com a Virgem Maria, que lhe indicava que deveria “trabalhar pela salvação das minhas filhas”, Amábile começou a se dedicar aos doentes em uma pequena casinha de madeira junto com sua amiga Virgínia. As amigas não sabiam, mas ali estava nascendo a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.

Uma Obra inspirada por Deus

A Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição foi a primeira congregação feminina fundada no Brasil. Na ocasião, Amábile adotou o nome de irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Além disso, ela foi nomeada superiora da pequena congregação. Por isso, passou a ser chamada de Madre Paulina.

Canonização

Na homilia da sua canonização em 19 de maio de 2002, o Papa João Paulo II recordou Madre Paulina: “A ação do Espírito se manifesta de modo especial na vida e missão de Madre Paulina, inspirando-a a constituir, juntamente com um grupo de jovens amigas, uma casa de acolhida, pouco depois batizada pelo povo de "Hospitalzinho São Virgílio", destinada à atenção material e espiritual de doentes e desamparados (...) Foi neste Hospital, que o ser-para-os-outros constituiu o pano de fundo da vida de Madre Paulina.

“No serviço aos pobres e aos doentes, ela tornara-se manifestação do Espírito Santo, consolador perfeito; doce hóspede da alma; suavíssimo refrigério”

A Festa será virtual

No domingo (12/07), o Santuário de Santa Paulina, receberia milhares de peregrinos para a festa anual. Neste ano, porém, os devotos são convidados a seguir a programação de casa, devido às restrições por causa da pandemia. "O tempo de Deus não é o nosso tempo", afirma Irmã Anna Tomelin em vídeo divulgado nas redes sociais junto ao Pe. Aldo Lisboa. Eles explicam sobre a ausência das missas no santuário e pedem a paciência dos devotos já que o momento é de "preservação da vida". A missa de domingo pode ser seguida, como acontece neste período de crise sanitária, através das redes sociais do santuário. 

10 julho 2020, 11:18