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Médicos demitidos em meio a pandemia na Nicarágua exigem reintegração Médicos demitidos em meio a pandemia na Nicarágua exigem reintegração  (ANSA)

Nicarágua, coronavírus: Justiça e Paz, políticos pensem no bem comum

“Em todo o mundo médicos e profissionais de saúde são aplaudidos pelo seu sacrifício e dedicação, enquanto no nosso país, infelizmente, somente por terem relatado a verdade e pedido equipamentos necessários, eles foram demitidos e privados de seus direitos”, ressalta na nota a Comissão Episcopal de Justiça e Paz da Arquidiocese de Manágua.

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“É hora de os vários atores da vida pública não colocarem seus próprios interesses em primeiro lugar, mas os da nação. Hoje, precisamos de homens e mulheres que busquem o bem comum e que, livres de todo egoísmo, vejam a dor das pessoas e as acompanhem.”

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É o que escreve numa nota a Comissão Episcopal de Justiça e Paz da Arquidiocese de Manágua, na Nicarágua, diante da situação dramática causada pela pandemia de coronavírus no país: dezenas de caixões passando pelas cidades, enterros realizados no meio da noite, sirenes de ambulâncias quebrando o silêncio a todo momento, e a dor de não poder dizer adeus, pela última vez, aos entes queridos mortos.

Justiça e Paz expressa o reconhecimento da Igreja católica a todos os médicos e agentes de saúde que, “diariamente, sem sequer estarem equipados com instrumentos de proteção necessários, combatem esta pandemia fatal, a ponto de morrerem pelo desejo de se colocarem a serviço de seus irmãos”.

“Em todo o mundo médicos e profissionais de saúde são aplaudidos pelo seu sacrifício e dedicação, enquanto no nosso país, infelizmente, somente por terem relatado a verdade e pedido equipamentos necessários ao trabalho, eles foram demitidos e privados de seus direitos”, ressalta Justiça e Paz. O fato se refere à história de doze médicos e alguns enfermeiros do Hospital “La Mascota” em Manágua que, em junho, foram demitidos. Encarregados de prestarem serviço nas repartições destinadas aos pacientes com coronavíris, eles pediram para ter os equipamentos de segurança necessários, tais como máscaras, luvas e jalecos esterilizados. Em resposta, a Direção de Saúde os despediu.

Justiça e Paz conclui sua nota com uma invocação a Maria, “Mãe do Perpétuo Socorro”, para que proteja a população e ajude a superar “esta noite escura”. Segundo os últimos dados, atualizados em 1º de julho, a Covid-19 na Nicarágua já registrou mais de 2 mil casos positivos.

Vatican News – IP

01 julho 2020, 13:01