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A missa da última sexta-feira (29) na Igreja Nossa Senhora das Dores, em Porto Alegre A missa da última sexta-feira (29) na Igreja Nossa Senhora das Dores, em Porto Alegre  (AFP or licensors)

Covid-19 no Brasil: CNBB orienta fiéis sobre a participação nas missas

Antes de tudo, é importante saber que cabe ao bispo de cada Igreja Particular, segundo as diretrizes permitidas pelos governos estaduais e municipais, orientar os fiéis no retorno às atividades presenciais. Um documento com todas as indicações já foi enviado ao episcopado brasileiro, entre elas, o uso obrigatório de máscaras de proteção que só poderão ser retiradas na hora da comunhão. A missa campal, celebrada ao ar livre, também é outra opção para as comunidades.

Andressa Collet – Vatican News

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As medidas de contenção da contaminação pelo coronavírus são distintas em diferentes países, principalmente, desde que a OMS (Organização Mundial da Saúde) decretou a pandemia em 11 de março. No Brasil, a mais grave crise mundial das últimas décadas tem sido enfrentada segundo medidas de distanciamento social adotadas pelos governos estaduais e municipais.

Nesse contexto, as autoridades têm permitido a flexibilização da quarentena, como a possibilidade de retomar a realização das atividades religiosas e celebrações eucarísticas. Para melhor orientar a comunidade católica, neste domingo (31) a CNBB enviou um documento ao episcopado brasileiro indicando as diretrizes para esse retorno gradual.

As “Orientações para as Celebrações Comunitárias no contexto da pandemia da Covid-19” fazem parte de um documento datado de 21 de maio e assinado por Dom Edmar Peron, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB. Esse comitê elaborou as medidas a partir de experiências vividas em âmbito brasileiro e também por dioceses do exterior, como aquelas de Portugal, que já vive a fase de retomada das celebrações. 

Posso participar da missa na minha paróquia?

Importante enaltecer que cabe, contudo, ao bispo de cada Igreja Particular, segundo a realidade local, orientar os fiéis no retorno às atividades presenciais. O documento procura trazer uma série de orientações gerais para organizar e realizar as missas, além de cuidados que devem ser tomados antes, durante e após cada celebração. Por exemplo, quem faz parte dos grupos de risco ou apresenta sintomas de Covid-19 deve permanecer em casa, onde as comunidades poderão, inclusive, ministrar a comunhão eucarística, respeitando as medidas sanitárias. Outro convite é para a leitura orante em família, através dos roteiros disponibilizados toda semana pela Comissão de Liturgia da CNBB.

O acesso será limitado às celebrações e dependendo da capacidade do local de culto. Além disso, “onde e quando for possível seja dada preferência às celebrações campais, ao ar livre”.

O uso de máscara é obrigatório

Para quem vai à igreja, é obrigatório o uso de máscaras, que poderão ser retiradas no momento da comunhão. As portas de entrada e de saída, sempre que possível, devem ser distintas, e onde estarão disponíveis produtos para higienizar as mãos. Outra indicação é que as comunidades coloquem, em locais visíveis, cartazes com as observações relativas à higiene e regras de distanciamento para evitar a disseminação do coronavírus.

Medidas devem estar bem visíveis, como já acontece na Itália, na Paróquia de São Pio de Pietrelcina, em Roma
Medidas devem estar bem visíveis, como já acontece na Itália, na Paróquia de São Pio de Pietrelcina, em Roma

Das aulas de catequese à realização do Batismo

Além disso, as atividades de catequese e outras ações formativas continuam sendo realizadas “apenas por meios telemáticos” ou seguindo orientações do bispo diocesano. Estão suspensas, porém, “as peregrinações, procissões, festas, romarias, concentrações religiosas, acampamentos e outras atividades similares em grandes grupos, passíveis de forte propagação da epidemia”.

A divulgação do documento, que também traz detalhes sobre como proceder durante Batismo, Primeira Comunhão e Matrimônio, por exemplo, confirma a responsabilidade da Igreja em oferecer um bom planejamento, com “muita coragem e esperança”, em sintonia com as autoridades. Para isso, porém, é “necessário garantir atitudes e posturas contra a infecção” que visem “o cuidado, a defesa e a preservação da vida”.

Confira a íntegra do documento da CNBB aqui: Orientações para as Celebrações Comunitárias no contexto da pandemia da Covid-19

 

02 junho 2020, 16:51