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D. José Traquina, Bispo de Santarém  D. José Traquina, Bispo de Santarém  

D. José Traquina destaca dimensão “profética” da «Laudato Si»

À Vatican News Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana projeta ano dedicado à encíclica do Papa Francisco e manifesta preocupação face ao aumento da pobreza em tempo de pandemia.

Domingos Pinto – Lisboa

“A proposta de um ano dedicado à «Laudato Si» é muito oportuna e corresponde àquilo que é necessário fazer”, diz ao portal da Santa Sé D. José Traquina, Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.

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Uma reflexão que marcou em Portugal a última semana dedicada à encíclica de Francisco com várias iniciativas com recurso sobretudo à comunicação virtual em tempo de pandemia.

O Bispo de Santarém destaca sobretudo dois aspetos: “Um deles é a espiritualidade que a carta nos pode oferecer para nosso proveito e nosso crescimento interior, e outro, é a educação e conversão para as mudanças que precisamos de fazer nas nossas atitudes, no nosso relacionamento com o Planeta Terra, e na nossa relação com os nossos semelhantes”.

“Claramente o papa fez um texto profético”, sublinha o prelado que considera que a reflexão papal permite uma “leitura da realidade com os olhos de Deus” e faz ainda “uma leitura com uma projeção , com um futuro, isto é, estamos a tempo de darmos tempo de fazermos as correções necessárias”.

D. José Traquina acentua a oportunidade desta encíclica “pelo momento que nós vivemos com esta pandemia” e reafirma ainda a sua preocupação com os indicadores da pobreza em Portugal na sequência da COVID-19.

“As necessidades aumentaram 50 por cento aqui mesmo às portas da casa episcopal”, diz o bispo de Santarém que dá o exemplo da sua própria diocese onde vai ser pedida “a generosidade de todos”, ou seja, “quem estiver mais confortado economicamente que seja generoso para colaborar”.

O Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana diz esperar que “haja alguma progressão no sentido de alguma recuperação das empresas”, e deixa uma convicção: “Só espero e desejo muito que haja uma oportunidade para valorizarmos o que é importante e de construirmos um mundo mais próximo, mais solidário, o humanismo que precisamos de desenvolver”.

26 maio 2020, 11:27