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No Quênia, atenção especial da Caritas a pessoas com deficiência

As pessoas com deficiência que, antes da epidemia de Covid-19 realizavam pequenas atividades comerciais no território diocesano, permanecem em casa sem trabalho, e portanto, sem sustento, com "um forte impacto em suas vidas diárias"., explicou o diretor do setor caritativo da Arquidiocese de Kisumu.

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Ajudar as pessoas com deficiência que, em tempos de pandemia de coronavírus, estão particularmente em risco em termos de saúde e bens de primeira necessidade. Esse é o objetivo pelo qual trabalha a Caritas da Arquidiocese de Kisumu, no Quênia.

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O organismo - explica o diretor do setor caritativo, padre Samuel Nyattaya, citado no site da AMECEA (Associação de membros das Conferências Episcopais da África Oriental) - "compartilha a missão da Igreja Católica de servir os pobres e de promover a caridade e a justiça em todo o mundo", assegurando que "as vozes dos pobres sejam ouvidas e que se trabalhe” em seu favor.

Por esse motivo, a Caritas de Kisumu começou a colaborar com outros organismos de ajuda da sociedade civil: em particular, foi formado "um grupo no WhatsApp chamado Kisumu City Response", pelo qual tentamos "sensibilizar a população sobre as consequências da Covid-19”, especialmente nas categorias sociais mais vulneráveis, como as pessoas com deficiência.

“Entramos imediatamente em ação - explica o padre Nyattaya - para dar a eles todo o apoio necessário. O amor e a caridade de Cristo nos exortam a oferecer uma resposta a essa categoria do povo de Deus".

 

No momento, as pessoas com deficiência que, antes da epidemia de Covid-19 realizavam pequenas atividades comerciais no território diocesano, permanecem em casa sem trabalho, e portanto, sem um sustento, o que provocou "um forte impacto em suas vidas diárias".

A Caritas de Kisumu conseguiu chegar a 65 pessoas com deficiência e, independentemente de sua fé, lhes deu comida suficiente por cerca de dois dias.

"Esperamos que isso possa aliviar a preocupação de ter que alimentar suas famílias, especialmente agora que seus negócios foram afetados - sublinha o sacerdote Também doamos sabonetes, porque lavar as mãos é uma das maneiras para manter o vírus afastado".

Entre as outras iniciativas que a Caritas pretende realizar, está a conscientização das pessoas com deficiência sobre como impedir o contágio de coronavírus.

"Uma enorme lacuna que observamos é a falta de informações corretas sobre o vírus - acrescenta o padre Nyattaya. Não houve uma formação coordenada específica para as pessoas com deficiência. Por esse motivo, nos envolvemos com a Cruz Vermelha e fizemos um pequeno curso formativo para cerca de 15 delas, mas pretendemos estender a formação a outras pessoas com deficiência, juntamente com o Departamento Diocesano de Saúde".

Digno de nota, que além das pessoas em maior risco devido ao coronavírus, o organismo de caridade entrou em campo para ajudar as vítimas das inundações que, nos últimos dias, afetaram muitas áreas do Quênia, incluindo Kisumu.

28 abril 2020, 08:24