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Que a família seja sempre mais Igreja doméstica, exortam bispos chilenos

A família deve ser "uma comunidade de vida e de amor, onde cada um se senta amado, aceito e apreciado assim como é". O "grande desafio da convivência diária", hoje ainda mais forte diante da quarentena obrigatória anti-contágio, deve servir para promover o "diálogo, a aceitação e a comunhão" recíproca

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Em tempos de pandemia de coronavírus, a família é chamada a ser mais do que nunca Igreja doméstica. Em síntese, é o que diz a mensagem enviada pelos delegados episcopais para a Pastoral do Matrimônio e da família da Arquidiocese de Santiago do Chile.

No documento, divulgado no site dos bispos chilenos, os prelados recordam que “nos encontramos diante de uma situação sem precedentes, no país e no mundo, devido à disseminação do vírus 'Covid-19'. Nesse momento de crise, portanto, é essencial valorizar a importância que a família sempre teve e que hoje toda a sociedade as reconhece como sustento da humanidade".

Neste sentido, a exortação às famílias para serem cada vez mais "Igreja doméstica", em primeiro lugar anunciando Jesus Cristo: "A família vive e transmite a Boa Nova – lê-se na mensagem - Deus misericordioso está sempre conosco; portanto, transmitamos esperança contra toda adversidade, confiando no amor de Deus Pai".

Ao mesmo tempo, a família deve ser "uma comunidade de vida e de amor, onde cada um se senta amado, aceito e apreciado assim como é". O "grande desafio da convivência diária", hoje ainda mais forte diante da quarentena obrigatória anti-contágio, deve servir para promover o "diálogo, a aceitação e a comunhão" recíproca.

E mais: as famílias são convidadas a "celebrar a vida", "a proximidade e a paternidade de Deus". "Façamos de nossos lares lugares de graça e oração - convida a mensagem pastoral - demo-nos o tempo de sermos agradecidos e de rezarmos juntos, compartilhemos o que cada um quer dizer ao Senhor".

Da mesma forma, a família é convidada ao serviço em relação ao outro: "Estejamos atentos e abertos às necessidades daqueles que nos rodeiam - continua o documento - Por causa das circunstâncias atuais, de fato, muitas famílias vivem em situações extremas e somos obrigados ajudá-las e acompanhá-las, se quisermos ser fiéis à mensagem de Jesus Cristo”.

Por fim, a Pastoral da Família faz dois apelos: o primeiro, à oração por todos os profissionais da saúde, trabalhadores da linha de frente na luta contra a pandemia, pelos doentes com coronavírus e pelas pessoas solitárias. O segundo é um forte convite para "permanecer em casa", para evitar a propagação do contágio.

06 abril 2020, 07:34