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Coronavírus. AIS: celebrar Missas de sufrágio pelos sacerdotes falecidos

É em sufrágio por sacerdotes mortos estes dias pelo contágio do Coronavírus que a Fundação de direito pontifício “Ajuda à Igreja que Sofre" (AIS) exorta a celebrar Santas Missas especiais, presididas por presbíteros da Igreja perseguida no mundo. Em particular, se sugere um “Ciclo de Missas gregorianas”, ou seja, a celebração de 30 Missas consecutivas, uma por dia durante um mês inteiro

Cidade do Vaticano

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Arriscar a vida por causa das perseguições religiosas, mas também por causa do coronavírus: esse é o destino que une muitos sacerdotes nigerianos e muitos coirmãos italianos, mortos estes dias pelo contágio do “Covid-19”.

Portanto, é em sufrágio por eles que a Fundação de direito pontifício “Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) exorta a celebrar Santas Missas especiais, presididas por presbíteros da Igreja perseguida no mundo. Em particular, se sugere um “Ciclo de Missas gregorianas”, ou seja, a celebração de 30 Santas Missas consecutivas, uma por dia durante um mês inteiro, em sufrágio pelos defuntos.

Unidos pela oração

“Num momento tão dramático como o que estamos vivendo o que mais nos une é a oração. E é por isso que convidamos nossos benfeitores a recordar os muitos sacerdotes, infelizmente, mortos estes dias, ajudando, ao mesmo tempo, seus coirmãos perseguidos”, afirma o diretor da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, Alessandro Monteduro.

“É surpreendente ver que neste período tão difícil para a Itália os cristãos perseguidos por exemplo na Síria, Níger, Burkina Fasso, Iraque, rezam por nós, apesar das dificuldades que são obrigados a enfrentar diariamente. Um motivo a mais para não esquecê-los.”

Perseguição sistemática contra os cristãos

Entre os que aderiram à inciativa encontra-se o arcebispo de Kaduna, no noroeste da Nígéria, dom Matthew Man-oso. Nesta área “há uma perseguição sistemática contra os cristãos”, que se tornaram “alvo de um número crescente de ataques perpetrados por Boko Haram e por outros grupos fundamentalistas”, explica o prelado.

São também numerosos os sequestros e assassinatos de sacerdotes e seminaristas, tanto que em algumas áreas da Nigéria “ser o querer tornar-se sacerdote significa colocar em risco a própria vida”, ressalta o arcebispo.

Assistências a fiéis atingidos por pobreza e injustiça

Por conseguinte, apoiar os presbíteros através da celebração de Missas é “mais do que nunca essencial, inclusive para permitir-lhes dar assistência aos fiéis”, atingidos “pela pobreza, pela injustiça e pelas perseguições”.

Por fim, destaca-se que no ano passado 1.421.001 Santas Missas foram celebradas no mundo inteiro segundo as intenções dos benfeitores da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, uma a cada 22 segundos.

27 março 2020, 11:58