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Crianças junto a uma parede do lado de fora de uma clínica de Médecins Sans Frontières (MSF) na cidade de Anka, onde mais de 3.000 deslocados vivem em tendas devido aos ataques às suas aldeias Crianças junto a uma parede do lado de fora de uma clínica de Médecins Sans Frontières (MSF) na cidade de Anka, onde mais de 3.000 deslocados vivem em tendas devido aos ataques às suas aldeias   (AFP or licensors)

Arcebispo nigeriano denuncia clima de insegurança no país

O sequestro dos quatro seminaristas é apenas mais um episódio de violência no país martirizado por grupos armados, também de matriz islâmica.

Cidade do Vaticano

“Nenhum outro país pode tolerar esses níveis de insegurança sem que se desencadeiem protestos de massa. Certamente o nosso país está vivendo uma perseguição", afirmou Dom Matthew Man-oso Ndagoso, arcebispo de Kaduna, Nigéria, a Arquidiocese onde na noite de 8 de janeiro quatro seminaristas foram sequestrados no Seminário Maior" Bom Pastor " de Kakau, ao longo da rodovia Kaduna-Abuja.

"O de seminaristas é o terceiro sequestro de pessoal eclesiástico ocorrido em nossa diocese", disse o arcebispo. "Não consigo dormir pensando nas condições que os quatro estudantes estão enfrentando", acrescentou o arcebispo Ndagoso.

 

"As pessoas não conseguem mais dormir com os olhos fechados, nem nossos líderes têm a coragem de dizer que existe segurança no país", sublinha o arcebispo Ndagoso, que acrescenta que a população parece resignada diante da crescente insegurança. "Penso que agora as pessoas parecem ter renunciado à segurança porque não há nada que possam fazer, simplesmente se resignaram ao destino".

O arcebispo se pergunta por que não se consegue restabelecer a segurança na área, porque "com as tecnologias avançadas de segurança desenvolvidas no século XXI, não há lugar no mundo, nem mesmo debaixo d'água, que os criminosos não possam ser rastreados”. "Mas as agências de segurança continuam dizendo que têm o controle da situação".

Depois de dizer que as medidas de segurança foram reforçadas no seminário, “a fim de proteger os outros estudantes", o arcebispo Ndagoso conclui afirmando que “continuaremos a rezar pelos seminaristas sequestrados, até que sejam liberados. Continuamos a esperar que Deus converta aqueles que estão por trás da insegurança neste país". (LM - Agência Fides)

20 janeiro 2020, 19:11