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Mensagem dos bispos mexicanos após tiroteio em escola de Torreón

Após o tiroteio numa escola em que um aluno de quase doze anos abriu fogo contra professores e estudantes, matando uma docente e ferindo cinco pessoas, tirando em seguida a própria vida, os bispos difundiram uma mensagem na qual insistem na centralidade do desafio educacional, ressaltando que educar significa, principalmente, “formar de modo integral a vida interior da pessoa humana”

Cidade do Vaticano

“A educação é um trabalho de todos, não somente das instituições escolares. Educar requer uma aliança social que nos permita construir uma “aldeia educacional” em que toda pessoa possa compreender o significado de si mesma, do ambiente natural e cultural do qual faz parte. É urgente concentrar-se nos destinatários da instrução, que são crianças, adolescentes e jovens.”

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É o que a Conferência Episcopal Mexicana pede com veemência numa mensagem difundida no último domingo (12/01) e assinada pelo presidente dos bispos, o arcebispo de Monterrey, dom Rogelio Cabrera López, e por outros quatro prelados, em referência ao tiroteio ocorrido na sexta-feira (10/01) na Escola Cervantes de Torreón, no estado mexicano de Coahuila, onde um aluno, de quase doze anos, abriu fogo contra professores e estudantes, matando uma docente e ferindo cinco pessoas, tirando em seguida a própria vida.

Formar a vida interior da pessoa humana

 

Após expressar seu pesar aos familiares das vítimas, os bispos insistem na centralidade do desafio educacional, ressaltando que educar significa, principalmente, “formar de modo integral a vida interior da pessoa humana”.

Para tal fim “é urgente dedicar os mais consistentes e melhores recursos humanos e materiais para a educação, principalmente no ambiente familiar e social”, afirmam os prelados.

Compromisso da Igreja na promoção da dignidade humana

 

Evidenciando o insubstituível papel educacional dos pais, a mensagem dirige aos professores “a mais alta estima” e reitera o compromisso da Igreja a “prosseguir na obra de promoção da dignidade humana, mediante a formação de toda pessoa”.

(L’Osservatore Romano)

14 janeiro 2020, 14:59