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Bispos do Chile divulgam mensagem em vídeo contra a violência: o país não pode esperar!

O site oficial da Conferência Episcopal do Chile traz, em vídeo, uma mensagem dos bispos sobre a situação de violência no país que entra na sua quarta semana com protestos e barricadas, mortos e feridos, denúncias de torturas e abusos. A declaração leva o título de: “Chile não pode esperar!”. Nesta terça-feira (12), o país teve greve geral.

Andressa Collet - Cidade do Vaticano

Os bispos e administradores da Conferência Episcopal do Chile divulgaram nesta terça-feira (12), por ocasião da sua assembleia plenária e no dia em que o país teve greve geral com novos protestos e barricadas, uma mensagem em vídeo sobre a situação de violência que vive o país. A declaração leva o título de: “Chile não pode esperar!”.

A mensagem é dirigida a quem tem “responsabilidade política e social” e a todos “os homens e mulheres de boa vontade”. Neste momento complexo da história do Chile, em meio a uma crise que entra na sua quarta semana com mortos e feridos, denúncias de tortura e abusos, os bispos  “humildemente” apelam “à generosidade de todos para dar prioridade” ao “bem comum da pátria”.

Por amor à pátria, basta violência

“Por amor à nossa pátria, terminemos com a violência!”, afirmam com ênfase os pastores do Chile, diante de “denúncias por violações aos direitos humanos, pessoas falecidas, feridas, vandalismo, saques, destruição de infraestrutura pública e privada”. A Conferência Episcopal pede “com força e insistência que cesse todo tipo de violência, venha de onde vier”.

A exortação pelo diálogo nacional

“O respeito e o diálogo são hoje uma urgência!”, recordam mais uma vez os bispos, sobretudo diante do atual cenário de reflexão sobre uma nova constituição, um processo para mudar àquela herdada da ditadura de Augusto Pinochet, chamada de “mãe das desigualdades” por parte de manifestantes e especialistas. A Câmara dos Deputados do país aprovou a convocação de uma votação em 90 dias para saber se a população concorda com a elaboração de uma nova Carta Magna.

O diálogo exortado deve ser, porém, “nacional e sem exclusões, amplo, participativo e diverso, que não integre somente os atores políticos, mas também todos os homens e mulheres de boa vontade”. Além disso, que também se escute quem faz parte dos movimentos e organizações sociais, já que a “amizade cívica, a justiça e o respeito à institucionalidade são a condição essencial da convivência e da reconstrução do tecido social”.

Dessa forma, concluem os bispos em mensagem, a exortação é para a paz porque o “Chile não pode esperar!”. A Conferência Episcopal acredita que todos precisam fazer os melhores esforços “para derrubar os muros que nos separam, e erguer as pontes” que permitam a construção de um pacto social que conduza a um futuro com mais justiça, paz e dignidade, “onde ninguém se sinta excluído do desenvolvimento humano integral”.

13 novembro 2019, 17:27