Busca

Vatican News
Fiéis celebram a Paixão do Senhor em Livingstone, Zâmbia Fiéis celebram a Paixão do Senhor em Livingstone, Zâmbia 

Desafio de São Paulo VI por Igreja missionária na África é válido ainda hoje, diz bispo da Zâmbia

A Igreja local prepara-se para o Mês Missionário Extraordinário convocado pelo Papa Francisco para outubro. As palavras de São Paulo VI durante sua visita à Uganda foram recordadas nestes dias de preparação.

Cidade do Vaticano

“Chegou a hora da Zâmbia se tornar uma Igreja missionária a pleno título, na realização da visão do Papa Paulo VI sobre a Igreja missionária africana”.

Ouça e compartilhe!

A exortação é do presidente da Conferência dos Bispos Católicos da Zâmbia (ZCCB) e Bispo de Chipata, Dom George Zumaile Lungu, durante o lançamento  na Catedral do Menino Jesus, em Lusaka, das atividades para o Mês Missionário Extraordinário de outubro de 2019.

São Paulo VI

 

"São Paulo VI, visitando a África depois da canonização dos mártires de Uganda (no Vaticano), lançou um desafio à Igreja na África: 'Sejam missionários para vocês mesmos'. Esse desafio é válido ainda hoje", disse o prelado,  segundo noticiado pela Agência Cisa.

Recordando a declaração de São Paulo VI durante a sua visita à Uganda em 1969, Dom Lungu disse que o seu sonho era uma Igreja na República da Zâmbia que desse os seus sacerdotes, as suas irmãs e também os leigos para a missão da Igreja, quer dentro do país como para outros lugares.

Testemunho autêntico do Evangelho

 

Já o núncio apostólico na Zâmbia e no Maláui, arcebispo Gianfranco Gallone, exortou os sacerdotes a serem autênticos para testemunhar o Evangelho de uma maneira mais autêntica na vida das pessoas.

"Somos todos discípulos de Jesus, somos solicitados a não nos considerar proprietários, governantes da fé dos outros. Somos servos por amor a Jesus", afirmou.

As atividades previstas para a celebração para o Mês Missionário Extraordinário sob o lema "Batizados e enviados", serão organizadas em nível diocesano antes do último evento nacional em outubro".

O país

 

Situada no centro-sul da África, a Zâmbia abriga as famosas Cataratas de Vitória (Victoria Falls), no rio Zambeze, que formam uma cortina de água de cerca de 90 m de altura, na divisa com o Zimbábue. A maior parte de seu território é coberta por savanas.

Parques nacionais abrigam grande variedade de animais, sobretudo próximo aos rios Luangwa e Kafue. Um grande planalto predomina na porção leste e atinge o ponto mais alto no altiplano do Monte Mafinga, chamado Mafinga Central, com 2339 m, na fronteira com o Maláui, que anteriormente achava-se ser no maciço do Monte Nyika com 2606 m, mais ao sul; contudo, após recentes medições de georeferenciamento, o mesmo encontra-se dentro do território malauiano e na parte desse planalto montanhoso que chega na fronteira entre os dois países consta-se uma altitude de 2200 m.

População

 

A população, dividida em cerca de 70 etnias, concentra-se nas regiões de extração de cobre, ao norte da capital, Lusaka. A Zâmbia está entre os maiores produtores mundiais desse minério, responsável por 50% das exportações do país, em 1998. Possui ainda reservas de cobalto, zinco e chumbo. A agricultura, que ocupa 73,7% da força de trabalho, também é economicamente importante.

Religião

 

A Zâmbia é oficialmente uma nação cristã de acordo com a Constituição de 1996, com uma grande variedade de tradições religiosas. Os pensamentos religiosos tradicionais são facilmente misturados com as crenças cristãs em muitas das Igrejas sincréticas do país. Cerca de três quartos da população é protestante, enquanto cerca de 20% são seguidores do catolicismo.

Denominações cristãs incluem o catolicismo, o anglicanismo, o pentecostalismo, o luteranismo, as Testemunhas de Jeová, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Fé Bahai e uma variedade de denominações evangélicas.

 (Com Agência Fides)

 

19 julho 2019, 11:38