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Anacleto González Flores  também era conhecido como "Gandhi mexicano", pois durante a guerra civil defendia o pacifismo e a luta não violenta. Anacleto González Flores também era conhecido como "Gandhi mexicano", pois durante a guerra civil defendia o pacifismo e a luta não violenta.  (AFP or licensors)

Beato Anacleto González Flores é Padroeiro dos leigos mexicanos

O leigo mexicano Anacleto González Flores foi assassinado em 1º de abril de 1927, juntamente com três jovens da Ação Católica da Juventude Mexicana, tendo sido beatificado em 20 de novembro de 2005 em Guadalajara, juntamente com outros 12 mártires da "guerra cristera". Durante a revolução mexicana, nos anos entre 1920 e 1930, eles não hesitaram em derramar seu sangue para não negar a fé católica.

Cidade do Vaticano

"Com grande alegria, a Conferência Episcopal Mexicana anuncia que a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos aprovou que o Beato Anacleto González Flores, mártir, seja Padroeiro dos Leigos Mexicanos."

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A notícia foi dada em um comunicado pelo bispo auxiliar de Monterrey e secretário geral da Conferência Episcopal Mexicana (CEM) , Dom Alfonso Miranda Guardiola.

Instituído o Dia dos Leigos

 

No texto, recorda-se que a 103ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Mexicana havia votado por unanimidade a proposta de declarar o Beato Anacleto Padroeiro dos Leigos e instituir no terceiro final de semana de novembro, Solenidade de Cristo Rei do Universo, o Dia do Leigo.

"Na alegria da oração, confiamo-nos ao novo Padroeiro dos Leigos - conclui Dom Miranda Guardiola. Que o exemplo do seu amor dedicado a Deus nos recorde que o caminho da santidade é um martírio vivificante, que é possível, somente graças à força de Deus" .

Mártir da "guerra cristera"

 

O leigo mexicano Anacleto González Flores foi assassinado em 1º de abril de 1927, juntamente com três jovens da Ação Católica da Juventude Mexicana, tendo sido beatificado em 20 de novembro de 2005 em Guadalajara, juntamente com outros 12 mártires da "guerra cristera". Durante a revolução mexicana, nos anos entre 1920 e 1930, eles não hesitaram em derramar seu sangue para não negar a fé católica.

 Anacleto González Flores foi beatificado em 20 de novembro de 2005 em Guadalajara, juntamente com outros 12 mártires da "guerra cristera".
Anacleto González Flores foi beatificado em 20 de novembro de 2005 em Guadalajara, juntamente com outros 12 mártires da "guerra cristera".

A coragem de viver e defender a fé cristã

 

O então Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal José Saraiva Martins, que havia presidido o rito de beatificação, recordou que "a Igreja do ‘ir e pregar’ é a Igreja dos mártires, missionária e martirizada. Por esta razão, a mensagem dos mártires tem uma grandíssima atualidade para nós que vivemos no terceiro milênio, porque eles nos ensinam a sua força de vontade, a coragem de viver e defender a fé cristã que recebemos no batismo".

Anacleto, o "Gandhi mexicano"

 

Anacleto González Flores nasceu em 13 de julho de 1888 em uma família pobre de Tepatitlán, Jalisco. Depois de um período no seminário, dedicou-se a vários trabalhos antes de se formar em Direito. Pedagogo, orador, catequista e líder social, membro da Ordem Franciscana Secular, empenhou-se em uma árdua batalha em defesa da fé católica e da religiosidade do povo mexicano, motivo pelo qual recebeu do Papa Pio XI a Cruz Pro Ecclesia et Pontifice.

Escritor de livros e artigos, pai atencioso com os dois filhos, para os mexicanos era "o mestre Cleto", fundador da Associação Católica da juventude mexicana de Guadalajara e da União Popular. Mas é também  conhecido como o "Gandhi mexicano", porque durante a guerra civil defendia o pacifismo e a luta não violenta. Na madrugada de 1º de abril de 1927, foi preso e transferido para o quartel do Colorado, onde foi submetido a torturas cruéis. Antes de morrer, com o coração traspassado por uma baioneta, perdoou seus algozes. (Agência Fides)

 

 

30 julho 2019, 12:47