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Início das comemorações dos 300 anos da Diocese de Belém

O surgimento da Santa Igreja em Belém, porta de entrada da evangelização na Amazônia, deu-se há 403 anos, quando chegavam os primeiros missionários jesuítas em Belém, onde se firmou o Forte do Presépio, local onde se construiu a primeira igreja católica, hoje Catedral de Santa Maria de Belém, tendo como sede a Cátedra, o mais eloquente símbolo dessa Infalibilidade, do Arcebispado com o Papado e da pessoa do Papa com a própria Santa Igreja de Cristo.

Vivian Marler - Belém

Na sexta-feira, 22, a Arquidiocese de Belém iniciou a comemoração dos seus 300 anos como Diocese de Belém, a quinta mais antiga do Brasil, com o Ano Jubilar (2019-2020). Tamanha importância tem este momento, que traz em si o tema “Anunciado o Evangelho de Jesus Cristo na Amazônia” e o lema “Ide e anunciai” (Mc. 16,15). 

O marco inicial da festa aconteceu com a Celebração da Santa Missa, às 19h, no Ginásio do Mangueirinho, presidida pelo Núncio Apostólico do Brasil, Dom Giovanni D'Aniello e concelebrada pelos bispos da Arquidiocese, do Pará e Amapá e também do Maranhão, assim como clero arquidiocesano. 

A mobilização, no entanto, começou um pouco mais cedo, às 17h, com a chegada das caravanas com os paroquianos de todos os cantos da Arquidiocese, que hoje somam no total 91 paróquias, assim como também os religiosos e religiosas, as comunidades de vida e consagrada, pastorais e movimentos e todas as forças vivas de Igreja Católica. 

A data de fato é celebrada no dia 04 de março, quando em 1719 foi criada a Diocese de Santa Maria de Belém do Grão Pará. Porém, dado as circunstâncias de coincidir com as comemorações de Carnaval, a data foi antecipada para a sexta-feira, bem como a importância do data, quando a Igreja Católica no mundo celebra a Festa da Cátedra de São Pedro. 

O surgimento da Santa Igreja em Belém, porta de entrada da evangelização na Amazônia, deu-se há 403 anos, quando chegava os primeiros missionários jesuítas em Belém, onde se firmou o Forte do Presépio, local onde se construiu a primeira igreja católica, hoje Catedral de Santa Maria de Belém, tendo como sede a Cátedra, o mais eloquente símbolo dessa Infalibilidade, do Arcebispado com o Papado e da pessoa do Papa com a própria Santa Igreja de Cristo. 

Ano Jubilar (2019-2020)

 

Todas as celebrações do ano litúrgico, assim como as festividades das paróquias e eventos pastorais, estão ligadas às celebrações dos 300 anos, que será missionária, a Arquidiocese quer chegar nos lugares mais distantes até nas situações mais desafiadoras. 

A programação contará com criação de paróquias e áreas missionárias, ordenação de novos sacerdotes e as Visitas Pastorais às Região Episcopal que ocorrerão de março a agosto. 

Em 12 de janeiro de 1616, junto com a criação da cidade de Belém, teve início a Igreja Católica e a Evangelização na Amazônia com a chegada dos padres Jesuítas. 

A Diocese de Belém foi criada no dia 04 de março de 1719, pela Bula “Copiosus in Misericórdia” do Papa Clemente XI, desmembrada da então Diocese do Maranhão, a pedido de Dom João V de Portugal, com o nome de Diocese de Santa Maria de Belém do Grão Pará, passou a ser a quinta no Brasil.

Durante os 187 anos como diocese, teve 13 bispos e cinco paróquias: Nossa Senhora da Graça (Catedral Metropolitana), Sant’Ana da Campina, Nossa Senhora da Conceição (Benfica), Santíssima Trindade e Nossa Senhora de Nazaré do Desterro, hoje Basílica Santuário de Nazaré. Daqui nasceram as outras igrejas, prelazias, dioceses e arquidioceses, como de Manaus e também de Porto Velho, tudo nasceu desta igreja de Belém. 

Em 1° de maio de 1906, a então Diocese foi elevada à Arquidiocese e sede Metropolitana pela Bula “Sempiternum humani generis” do Papa São Pio X. As Dioceses do Amazonas, Piauí, Maranhão e a Prelazia de Santarém (hoje Diocese) deixam de ser sufragâneas de Salvador da Bahia para o serem da Arquidiocese do Pará. 

23 fevereiro 2019, 14:55