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O patriarca cardeal Louis Raphaël i Sako e o novo arcebispo de Mosul o arcebispo Najb Mikhael Moussa na cerimônia de posse, na Catedral de São Paulo O patriarca cardeal Louis Raphaël i Sako e o novo arcebispo de Mosul o arcebispo Najb Mikhael Moussa na cerimônia de posse, na Catedral de São Paulo   (AFP or licensors)

Iraque. Apelo do cardeal Sako para o renascimento de Mosul

Durante a cerimônia de posse do novo arcebispo de Mosul, o dominicano Najb Mikhael Moussa, o Patriarca Sako fez um apelo para a retomada da normalidade com a união de todos, cristãos e muçulmanos.

Cidade do Vaticano

A cidade iraquiana de Mosul, que saiu do domínio dos milicianos jihadistas do Isis em 2017 não consegue voltar à normalidade. A esperada volta dos que abandonaram a cidade nos anos de dominação dos extremistas islâmicos continua, mas em ritmo muito lento. E nos últimos dias, em particular a mídia iraquiana documentou a grande degradação da área urbana, antigamente habitada pelos cristãos, que agora se tornou um verdadeiro depósito lixo entre as ruínas das casas. 

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Novo arcebispo de Mosul

O patriarca de Babilônia dos Caldeus, cardeal Louis Raphaël Sako, foi a Mosul por ocasião da posse do dominicano Najb Mikhael Moussa como novo arcebispo. Ao fazer o seu discurso, o patriarca encorajou e invocou o “renascimento” da cidade, confiando o seu novo pastor “às mãos das comunidades cristãs e muçulmanas locais”.

"A fecundidade do trabalho realizado de um bispo – disse o patriarca caldeu – depende da unidade da sua diocese, porque o pastor está a serviço de todos e não de uma pessoa ou outra”. O cardeal Sako sublinhou que os comportamentos discriminatórios, sectários e os favoritismos “destroem a comunidade”.

Mosul multicultural e diversificada

Consciente das dificuldades da diocese destruída pela guerra, e dirigindo-se aos fiéis de Mosul disse que tem confiança de que eles “terão condições de aprofundar a alegria da libertação, e fazer com que aumente a esperança de voltar e construir uma convivência leal entre as várias comunidades. Mosul – acrescentou o patriarca – é única pela sua sociedade multicultural e diversificada. Ao mesmo tempo, a Igreja e os cristãos de Mosul em particular, contribuíram à história desta cidade no plano nacional, cultural e profissional”.

Novo bispo: recuperar a história da cidade

Uma mensagem de “coexistência, amor e paz” chegou também do novo arcebispo, o qual, durante os anos de ocupação do estado islâmico, contribuiu prestando assistência aos deslocados de Mosul e da planície de Nínive. Graças à sua formação de arquivista, conseguiu preservar parte do patrimônio cultural (cristão e não cristão) da cidade do norte, que os fundamentalistas queriam destruir. Portanto cabe ao novo bispo a tarefa de retomar o diálogo e encorajar os próprios muçulmanos à reconciliação, em uma perspectiva de paz duradoura. Dom Moussa é encarregado de ajudar os cristãos a “recuperar a história da cidade” e “fazer renascer as igrejas e os lugares de culto, alguns dos quais estão entre os mais antigos e importantes da Igreja caldeia”. Esta riqueza cultural recordou “fazem parte da vida e da história da cidade”.

A celebração da posse do novo bispo foi realizada na igreja de são Paulo, com a presença de muitos fiéis, mas também funcionários políticos locais, autoridades e outras pessoas que puderam apreciar o fecundo trabalho realizado pela comunidade cristã.

30 janeiro 2019, 12:19