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Patriarca de Moscou e de todas as Rússias, Kirill Patriarca de Moscou e de todas as Rússias, Kirill  (ANSA)

Kirill: tutelar liberdade religiosa e de consciência na Ucrânia

A carta do Patriarca Kirill é longa e detalhada e cita alguns eventos ocorridos prejudiciais à Igreja ortodoxa ucraniana ligada à Rússia, como, por exemplo, a tentativa, por parte das autoridades ucranianas, de utilizar as criptas de Kiev e Pochaev Lavras, principais lugares sagrados da Ucrânia ortodoxa.

Cidade do Vaticano

O patriarca de Moscou e de todas as Rússias, Kirill, enviou um apelo aos líderes das Igrejas cristãs, inclusive ao Papa Francisco, aos governos da França e Alemanha e às Nações Unidas para apontar as interferências do Estado ucraniano na Igreja ortodoxa de Kiev e para pedir o respeito pela liberdade religiosa e de consciência no país europeu.

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O apelo foi difundido na sexta-feira (14/12) pelo Patriarcado de Moscou, na vigília do primeiro Sínodo unido da Igreja autocéfala ucraniana realizado este sábado em Kiev, na catedral de Santa Sofia, o qual havia sido anunciado dias atrás pelo presidente Petro Poroshenko.

Riscos para o episcopado ucraniano unido a Moscou

Em sua mensagem, o Patriarca Kirill falou de riscos de “perseguição” para aquela parte do episcopado ucraniano ligada a Moscou que refutara participar do referido Sínodo. A carta de Kirill é longa e detalhada e cita alguns eventos ocorridos prejudiciais à Igreja ortodoxa ucraniana ligada à Rússia, como, por exemplo, a tentativa, por parte das autoridades ucranianas, de utilizar as criptas de Kiev e Pochaev Lavras, principais lugares sagrados da Ucrânia ortodoxa.

Defender a liberdade de consciência e de religião

Temendo a violação dos direitos e das liberdades dos cristãos ortodoxos que têm proximidade com Moscou, o Patriarca Kirill dirige-se, portanto, ao Papa Francisco; ao Arcebispo de Cantuária e Primaz da Comunhão Anglicana (Inglaterra), Justin Welby; ao secretário geral do Conselho Ecumênico de Igrejas, Rev. Olav Fykse Tveit; ao secretário geral da Onu, António Guterres; bem como ao chefe de Estado francês Emmanuel Macron e à chanceler alemã Angela Merkel, pedindo-lhes que defendam “a liberdade de consciência e de religião asseguradas pelo direito internacional”.

17 dezembro 2018, 13:04