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Mosteiro de São Samuel, o Confessor, na Província de Minya Mosteiro de São Samuel, o Confessor, na Província de Minya  (ANSA)

Sete cristãos mortos em ataque contra ônibus no Egito

O ataque ocorreu na tarde desta sexta-feira nas proximidades do Mosteiro de São Samuel, e próximo ao local onde em maio de 2017, 28 cristãos foram mortos em um ataque semelhante.

Cidade do Vaticano

Homens armados mataram pelo menos sete cristãos nesta sexta-feira, 2,  em um ataque contra um ônibus perto do Mosteiro copta de São Samuel, no Egito, informaram autoridades egípcias. É o ataque mais grave contra a minoria cristã do país em mais de um ano.

O ataque foi assumido pelo Estado Islâmico, que tem regularmente lançado ataques contra a comunidade cristã.

Os terroristas atacaram o ônibus nas proximidades do Mosteiro de São Samuel, o Confessor, Província de Minya, a 260 quilômetros do Cairo, disse à Reuters o arcebispo de Minya, Anba Makarious.

O ataque ocorreu muito próximo do local onde homens armados haviam matado 28 cristãos em um ataque semelhante em maio de 2017.

"Terroristas abriram fogo em um ônibus da Província de Sohag, voltando do mosteiro", disse o arcebispo. Ele havia dito anteriormente que o ônibus estava se aproximando do mosteiro.

Dom Makarious disse que sete pessoas foram mortas e 14 ficaram feridas. A agência estatal de notícias MENA, citando uma fonte de segurança, disse que os feridos eram ao menos sete e que o ônibus estava transportando cristãos.

Moradores locais disseram que o ônibus fazia parte de um comboio.

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, lamentou o ataque, chamando as vítimas de “mártires” e prometeu levar adiante uma campanha contra militantes islâmicos.

"Eu reafirmo nossa determinação em combater o terrorismo sombrio e perseguir os perpetradores" destes ataques, disse ele no Twitter.

O Egito vem travando uma importante campanha militar e de segurança, principalmente no Sinai, mas também na fronteira com a Líbia, para esmagar os militantes por trás de uma onda de ataques contra forças de segurança e civis, incluindo cristãos.

O Egito diz que combater militantes islâmicos é uma prioridade para restaurar a segurança, após os anos de turbulência que se seguiram aos protestos da "Primavera Árabe" em 2011.

O promotor público do Egito ordenou uma investigação e disse ter enviado uma equipe de investigadores para o local e para hospitais próximos.

(Reportagem de Mohamed Abdellah; escrita por Nadine Awadalla e Sami Aboudi; edição de John Stonestreet e Andrew Heavens)

 

02 novembro 2018, 17:11