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Começa o reencontro de missionários que atuam na Amazônia

Animação, partilha e expectativas tomam conta dos primeiros momentos da atividade que reúne cerca de 40 pessoas.

 

Paulo Martins - Brasília 

“Vocês foram escolhidos para se vincularem, participarem da mesma missão de Jesus”. Com essas palavras, na celebração eucarística de abertura, padre Jaime Luiz Gusberti deu início, na noite dessa segunda-feira (14), ao reencontro de missionários e missionárias que atuam na Amazônia. Cerca de 40 pessoas participam da atividade que pretende avaliar, partilhar experiências, estudar e projetar a atuação de futuros missionários para a Amazônia. O evento acontece no Centro Cultural Missionário/CCM, em Brasília e é organizado pela Comissão Episcopal para a Amazônia/CEA da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil/CNBB, Rede Eclesial Pan-Amazônica/REPAM-Brasil e CCM.

A celebração foi presidida pelo padre Jaime e concelebrada por dois missionários estrangeiros que fazem curso de português no CCM. Durante a homilia, o presidente da celebração lembrou aos missionários da Amazônia do vínculo que Jesus espera deles: amizade e fraternidade. “Jesus quer que se unam a ele como amigos e irmãos. Ele quer cultivar essa amizade para que produza frutos e em abundancia”, afirmou Jaime. De acordo com o padre há ainda uma exigência de Jesus aos missionários de serem bons samaritanos. “ É preciso fazer-se próximo dos excluídos, abandonados, marginalizados. Fazer-se próximo do caído é tornar prática aquilo que Jesus ordena: ‘amai-vos uns aos outros como eu vos amei’. Um desafio, principalmente quando somos tentados a não viver essa fraternidade”, concluiu padre Jaime.

O reencontro é realizado com missionários e missionárias que fizeram, ao longo dos últimos anos, curso de preparação para atuarem na Amazônia. Agora, é uma oportunidade de se reverem, partilharem experiências, sonhos e desafios que veem enfrentado e contribuírem para a formação de futuros missionários. Ir. Irene Lopes, assessora da CEA e secretária executiva da REPAM-Brasil, coordenou, após a missa de abertura, um momento de partilha e apresentação. Os diferentes olhares, sorrisos, pés e mãos puderam se reconhecer e entrosar numa grande teia que será tecida até a próxima sexta-feira (20).

Para o padre Massimo Ramundo, missionário comboniano que há cerca de 10 anos atua na Amazônia, o encontro é uma oportunidade de trocas e partilhas. “Nossa atuação precisa ser partilhada para crescermos e aprendermos sempre mais”, destacou o padre. Ir Ângela Moraes nasceu na Amazônia, em meio a floresta, no estado do Pará. A expectativa dela para o reencontro é que, nas partilhas, possa aprender mais sobre a missão nas áreas urbanas. “Quero poder contribuir mais na missão urbana na Amazônia e ajudar meus irmãos a entenderem que a cidade também é Amazônia”, reforçou a religiosa.

A programação da atividade prevê análise de conjuntura, com olhar especial para a Amazônia, avaliação das formações que tiveram antes de seguirem para as missões, estudo e contribuições com o Documento de Estudo 100 da CNBB “Missionários/as para a Amazônia, palestras e retiro.  Haverá, ainda, um momento específico para ser discutido o Sínodo para a Amazônia e de como os missionários e missionárias podem contribuir junto às bases. Esse momento será conduzido pelo Cardeal Cláudio Humes, arcebispo emérito de São Paulo/SP, presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica/REPAM e presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia/CEA da CNBB. O reencontro dos missionários segue até o próximo domingo (20).

15 maio 2018, 15:58