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Guerra na Síria Guerra na Síria 

8º dia da Assembleia Geral da CNBB: drama da Síria

No quarto “Meeting Point” da 56ª AG, o tema abordado ontem foi: “A atuação da Igreja no Brasil sobre a situação dos imigrantes venezuelanos que buscam refúgio no país” e contou com a participação de Dom Mário Antônio, bispo de Roraima (RR).

Silvonei José – Aparecida

O dia, como de costume na 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Aprecida teve início com a Santa Missa no Santuário Nacional, presidida hoje por Dom Antônio Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife. Após a Santa Missa a realização de uma reunião reservada com o episcopado, no auditório do Santuário Nacional. Continuam depois os trabalhos no Centro de Convenções Pe. Vitor Coelho de Almeida.

Muitas as questões tratadas em plenário. Ontem foram abordados os seguintes temas: orientações para a mídia católica e mensagem para a Congregação para os bispos. Houve a votação da reforma dos estatutos da CNBB, bem como a continuidade da votação para a escolha, por meio de votação digital, dos bispos titulares e suplentes que vão representar o Brasil na Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos que se realiza entre os dias 3 e 28 de outubro de 2018, com o tema: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. A votação se estende por várias sessões até o dia 19 de abril.

Atividades

 

Além das votações, teve início a apresentação das experiências evangelizadoras, sendo a primeira delas a Pastoral do Menor.

Os bispos em Aparecida refletiram ainda no dia de ontem (17) sobre o projeto Comunhão e Partilha, e sobre outras duas Experiências Evangelizadoras: juventude e superação da violência e Pastoral Universitária. Na última sessão do dia foi apresentada uma experiência de iniciação à vida Cristã (tema central da 55ª AG).

Na conclusão do dia de ontem a realização da celebração ecumênica.

Sobre os trabalhos até o momento Vatican News convesou com o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta.

Situação dos imigrantes venezuelanos

 

Já no quarto “Meeting Point” na Sala de Coletiva de Imprensa da 56ª AG, o tema abordado ontem foi: “A atuação da Igreja no Brasil sobre a situação dos imigrantes venezuelanos que buscam refúgio no país” e contou com a participação de Dom Mário Antônio, bispo de Roraima (RR).

“Imigrantes venezuelanos são nossos irmãos”, disse Dom Mário Antonio.

Dom Mário recordou aos jornalistas que a chegada de imigrantes vindos da Venezuela é uma realidade constante no Estado desde 2015, mas no início deste ano o fluxo imigratório se intensificou. De acordo com informações da Polícia Federal, mais de 52 mil pessoas vindas da Venezuela se encontram no Brasil, a maior parte em Roraima. Só na capital, Boa Vista, existem cerca de 40 mil imigrantes, o que representa mais de 10% da população da cidade.

“É claro que a vinda dos migrantes é um direito. O imigrante não é um invasor, mas um novo habitante em nossas cidades, em nosso Estado e em nossa nação”, afirmou o bispo, acrescentando que essas pessoas deixam sua terra em busca de uma vida melhor.

Tendo em vista a realidade social, política e econômica da Venezuela, esses imigrantes chegam a Roraima necessitados de alimento, vestimenta, abrigo e trabalho. “Nós já temos cinco abrigos, com cerca de 800 pessoas cada. Há também uma força tarefa organizada pelo Exército, que prevê a construção de mais nove abrigos. Mas são necessárias a construção de 12 a 15 novos abrigos para abrigar a população que atualmente está nas praças e ruas da capital”, informou Dom Mário.

A urgência da construção de abrigos se deve também à chegada da temporada de chuvas na região. “Nos últimos dois dias, a chuva atingiu os imigrantes que estão nas praças e ruas”.

Trabalho da Igreja

 

O bispo informou, ainda, que a Igreja Católica em Roraima, em união com outras comunidades cristãs, instituições e organismos nacionais e internacionais, tem trabalhado em rede para minimizar o sofrimento dos venezuelanos que chegam ao Estado. A força tarefa do Exército tem se empenhado em promover a interiorização dos imigrantes em outros estados brasileiros. “Esperamos que essa interiorização se realize com respeito aos direitos do imigrante e à sua dignidade como pessoa, proporcionando saúde, segurança, além de trabalho e alimento”.

“Independentemente das causas, internas ou externas, é inegável a crise humanitária, a situação de desnutrição que chegam homens, mulheres, jovens, crianças e idosos que vêm da Venezuela até Roraima”, alertou Dom Mário.

A Igreja em Roraima tem recebido muito apoio de dioceses, paróquias, comunidades e congregações e organismos eclesiais de todo o Brasil. “Essa rede de apoio que tem tornado possível o nosso trabalho feito em favor do venezuelanos”, afirmou o bispo. “Ao lado desse trabalho, a nossa incidência junto aos nossos governantes, ações coordenadas que possam gerar conforto às necessidades dos imigrantes e, ao mesmo tempo, promover o bem comum da população local”, acrescentou. Segundo ele, é perceptível que aquilo que já era precário na região para os brasileiros se tornou mais evidente, especialmente na área da saúde.

“Queremos acolher e reconhecer que os imigrantes venezuelanos são nossos irmãos, novos habitantes em nossas cidades, e que eles, como lembra o Papa Francisco, não são um perito, mas estão em perigo quando políticas públicas migratórias não são eficientes e, sobretudo, quando nossos governantes”, completou.

Situação na Síria

 

A atenção internacional e também na  Assembleia Geral da CNBB volta-se para a situação na Síria onde chegaram os inspetores da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAC).

Vatican News conversou com Dom Edgard Madi arcebispo maronita no Brasil sobre como os brasileiros seguem o que está ocorrendo na Síria.

Ouça a reportagem!
18 abril 2018, 08:00