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Vatican News
Refugiados venezuelanos na cidade de Pacaraima, Roraima Refugiados venezuelanos na cidade de Pacaraima, Roraima  (AFP or licensors)

Bispo venezuelano: apoiem os sacerdotes e o povo que sofre

O bispo venezuelano de La Guaira, Dom Raúl Biord Castillo, faz um apelo aos benfeitores da Fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre em favor dos sacerdotes de todo o mundo e das pessoas que sofrem.

Cidade do Vaticano

Um apelo em favor de todos os sacerdotes que exercem seu ministério na pobreza e muitas vezes não têm do que viver e que compartilham o pouco que têm com os fiéis.

Também neste ano a fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) lança a sua anual campanha de Intenções de Santas Missas em favor dos sacerdotes que exercem seu ministério em países pobres, como a Venezuela, de onde o bispo de La Guaira, Dom Raúl Biord Castillo, escreve uma carta com um veemente apelo aos benfeitores da AIS.

O prelado observa que este particular dom aos ministros de Deus, adquire uma especial importância “neste tempo que nos conduz à Pascoa”.

“O nosso primeiro dever – acrescenta – é acompanhar o povo que sofre: não podemos abandoná-lo, e para evitar que isto aconteça, é preciso apoiar os sacerdotes no seu serviço pastoral”.

As intenções da Santa Missa constituem uma parte importante do apoio da AIS à Igreja sofredora e vítima de perseguições.

Em 2017, a Fundação pontifícia pode apoiar 40.383 sacerdotes no mundo, que celebraram 1.504. 105 Santas Missas segundo as intenções de seus benfeitores, ou seja, uma a cada 21 segundos.

“É essencial ajudar os sacerdotes, também para evitar que tenham que trabalhar para terem o seu sustento, subtraindo desta forma tempo precioso do trabalho pastoral, ou que sejam obrigados a emigrar para outros países”, continua Dom Biord Castillo, recordando-se também da difícil situação vivida em seu país.

“Aqui na Venezuela, por exemplo, onde a fome e a pobreza atingem tantas vítimas inocentes, a Igreja talvez seja a única instituição que permanece crível pela sua presença entre as pessoas. Nas paróquias nos esforçamos para oferecer a milhares de venezuelanos, “um prato de sopa solidária”, ou algo mais”.

O prelado também não esquece daqueles países onde os cristãos sofrem por causa das perseguições.

“Nestes lugares, a simples presença dos sacerdotes – símbolo da Igreja – torna-os um dos principais objetivos dos fundamentalistas”.

19 março 2018, 17:39