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Há 150 anos chegaram os primeiros missionários na Tanzânia Há 150 anos chegaram os primeiros missionários na Tanzânia  (AFP or licensors)

Celebrações pelos 150 anos de evangelização da Tanzânia

O episcopado do país africano decidiu organizar a cada três anos um Congresso Eucarístico e em cada diocese, capelas para a Adoração Eucarística Perpétua.

Cidade do Vaticano

Foi apresentado nos dias passados o programa das celebrações pelos 150 anos da evangelização da Tanzânia.

Na ocasião, os bispos do país africano decidiram organizar a cada três anos um Congresso Eucarístico – o próximo será realizado em Zanzibar – e de organizar em cada diocese capelas onde se faça Adoração Eucarística Perpétua.

O objetivo é fortalecer a fé e a proximidade dos fiéis à Eucaristia, sobretudo entre as famílias.

“Sem a Santa Eucaristia – sublinhou o arcebispo de Dar-es-Salaam, cardeal Polycarp Pengo – não existe vida nas famílias”.

Assim, cada paróquia da Tanzânia deverá organizar um momento de adoração pública durante a semana, envolvendo em particular as famílias.

Bagamoyo: entrada dos primeiros missionários e porta da deportação dos escravos

 

As celebrações por ocasião dos 150 anos de presença cristã no país se desenvolverão em Bagamoyo, local onde desembarcaram os primeiros missionários.

“Bagamoyo – recordou o arcebispo emérito de Arusha, Dom Josaphat Louis Lebulu – é simplesmente o local de reflexão da fé, enquanto ponto de entrada do cristianismo na parte oriental da África e fonte de esperança para os tanzanianos que foram torturados e tratados como escravos antes de serem deportados atravessando o Oceano Índico”.

Celebramos, portanto, a grande obra de evangelização realizada pelos missionários que chegaram à Tanzânia em 1868.

“Aqui – acrescentou o bispo emérito – fixaram a santa cruz, símbolo da redenção da escravidão e símbolo de fé para nós tanzanianos”.

Bagamoyo, porta da Palavra de Deus

 

O prelado, ademais, recordou que precisamente Bagamoyo foi a porta por meio da qual eram deportados os africanos como escravos, “uma porta do tráfico da escravidão. Este local revelou-se ser a porta da Palavra de Deus, luz, paz, esperança e amor e foi o início da difusão do cristianismo na África oriental”.

“Bacamoyo – concluiu Dom Lebulu – é portanto um símbolo de redenção, um local em que o homem recebeu a oportunidade de crescer na fé e obter a esperança. Bagamoyo é fonte de verdadeira liberdade, porta de fé, cidade da luz”.

(L'Osservatore Romano)

08 fevereiro 2018, 18:20