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Vatican News
Religiosos coptas na igreja atacada no sul do Cairo Religiosos coptas na igreja atacada no sul do Cairo  (AFP or licensors)

Sobe para 10 número de mortos no ataque contra igreja copta no Cairo

Novo atentado contra a comunidade copta no Egito, que se prepara para celebrar o novo ano e o Natal ortodoxo, em 7 de janeiro. Em dezembro de 2016, também no Cairo, um ataque contra a Igreja de São Pedro e São Paulo havia provocado a morte de ao menos 25 pessoas, a maioria mulheres, e deixado 49 feridos.

Cidade do Vaticano

Ao menos dez pessoas morreram na manhã desta sexta-feira durante o ataque contra a Igreja copta de Marmina, distrito de Helwan, sul do Cairo.

A informação é do Ministério da Saúde egípcio, explicando que as vítimas são dois policiais e oito civis cristãos coptas, além de um dos agressores. Cinco pessoas ficaram feridas no ataque, duas das quais em estado grave.

Já o Ministério do Interior divulgou uma nota informando que um dos agressores foi morto e outro fugiu em uma moto. Os dois policiais morreram durante a troca de tiros.

As forças de segurança realizam buscas do segundo agressor na região desértica próxima à igreja, referiu a Agência Mena. O atentado foi reivindicado pelo Estado Islâmico.

Testemunhas oculares contam que policiais especializados enviados ao local desarmaram um cinturão explosivo que envolvia o peito do terrorista morto.

Fontes da Agência Asianews no local referem que a polícia isolou a área e bloqueou os acessos.

Um grupo de católicos que estava em uma casa do bairro para a tradicional troca de felicitações com famílias cristãs do lugar foi intimado a deixar “imediatamente” a área.

Os coptas preparam-se para a vigília do Ano Novo e para celebrar o Natal ortodoxo em 7 de janeiro próximo.

Há dias as autoridades já haviam elevado o nível de alerta e aumentado as medidas de seguranças por medo de atentados.

Os templos católicos estavam lotados de fiéis para o Natal, transcorrido sem incidentes.

O porta-voz da Igreja Católica no país, padre Rafic Greiche, havia declarado que “as atenções agora voltam-se para as celebrações da Igreja Copta Ortodoxa. A atenção é elevada e não estão excluídos ataques”.

O bispo copta católico emérito de Gizé, Dom Anba Antonios Aziz Mina, diz que "infelizmente para nós, os mortos correm o risco de transformarem-se números. Corremos o risco de nos habituarmos aos atentados, e o nosso coração corre o risco de tornar-se de pedra. Não pensamos mais às vidas que estão por trás dos números, a quanta tristeza entra dentro daquelas casas, para arruinar a serenidade das famílias, precisamente na iminência dos dias de festa".

"Não é verdade - continuou o prelado - que os terroristas cometem os atentados para assustar os turistas: eles querem apagar o nosso sorriso. Querem que vivamos todos na tristeza. Por isto agora, guardar o nosso coração e reavivar a nossa alegria, é um milagre que somente Jesus pode fazer".

Em uma nação de 95 milhões de habitantes de maioria muçulmana, os cristãos coptas representam 10% do total da população.

No último ano o país dos faraós registrou uma série de atentados sangrentos contra a comunidade cristã local. (Com Agências)

Novo ataque contra cristãos coptas no Egito
29 dezembro 2017, 12:09