Busca

Cookie Policy
The portal Vatican News uses technical or similar cookies to make navigation easier and guarantee the use of the services. Furthermore, technical and analysis cookies from third parties may be used. If you want to know more click here. By closing this banner you consent to the use of cookies.
I AGREE
PORTUGUÊS ÁFRICA
Programação Podcast
Wangari Muta Maathai - Ambientalista queniana, Nobel da Paz em 2004 Wangari Muta Maathai - Ambientalista queniana, Nobel da Paz em 2004 

Wangari Maathai – O ativismo ambiental em pessoa

Há 20 anos, a queniana, Wangari Maathai, ambientalista, vencia o Prémio Nobel da Paz pelas suas ações precursoras a favor da salvaguarda ambiental, da democracia e da paz. Várias vezes presa e travada nas suas ações de conscientização das gentes, nunca se rendeu. Através do Movimento “Cintura Verde” por ela fundado, foram plantadas milhões de árvores. Faleceu em 2011. O seu legado constitui uma fonte de inspiração para estes tempos de procura de soluções para a crise climática.

Dulce Araujo - Vatican News

A Wangari Maathai foi dedicada uma das nossas recentes emissões "África em Clave Cultural, personagens e eventos" ponde em relevo as razões que levaram o Comité do Nobel a atribuir-lhe este prestigioso Prémio em 2024. Tudo se prendia com a  necessidade de chamar a atenção para a ligação entre a degradação ambiental, a pobreza, a democria, e a paz. Conexões que ela já vinha demonstrando desde os anos 70. 

Wangari Maathai recebe o Prémio Nobel da Paz, na Noroega em 2004
Wangari Maathai recebe o Prémio Nobel da Paz, na Noroega em 2004

Saiba mais sobre ela nesta crónica do inteletual, Filinto Elísio, da Rosa de Porcelana Editora: 

"A queniana Wangari Maathai foi um dos maiores nomes da proteção ambiental do mundo e a primeira mulher africana a receber o Prémio Nobel da Paz, em 2004. 

No seu discurso durante a outorga do Nobel, ela lembrou da infância nas florestas do centro do Quénia quando buscava água num córrego próximo de casa, observando sapos e girinos a escaparem do balde. Quando cresceu, tornou seu desafio de vida restaurar o habitat dos girinos que a inspiraram na infância.

Nascida em abril de 1940, na Província Central do Quénia, então colónia britânica, oriunda de uma família da etnia Kikuyu, o mais numeroso grupo étnico do país.

Em 1956, concluiu a escola primária e foi admitida num colégio católico para meninas em Limuru. Depois de concluir os estudos secundários, em 1959, Maathai recebe uma bolsa da Fundação Joseph P. Kennedy Jr. e prosseguiu os seus estudos nos Estados Unidos a partir de setembro de 1960. Em 1964, torna-se a primeira mulher da África Oriental a obter o bacharelado em biologia.

Em 1966, obtém o mestrado em biologia pela Universidade de Pittsburgh e, em seguida, trabalha como pesquisadora em medicina veterinária na Alemanha, antes de receber o seu doutorado em anatomia pela Universidade de Nairobi, em 1971, onde também se tornou professora de anatomia veterinária. Nas viagens a trabalho, percebeu a relação entre desflorestamento e pobreza.

Foi perseguida e presa durante a presidência de Daniel Arap Moi. Quando ela criticou os planos do governo de construir arranha-céus em um parque de Nairobi, seu nome foi parar em uma lista de "inimigos" do governo.

A solução que ela encontrou para o problema ambiental foi muito prática: plantar árvores, reflorestamento. O Green Belt Movement fundado por ela pagava mulheres trabalhadoras rurais um pequeno salário para plantar árvores. O ato é pequeno, mas revolucionário, visto que as árvores preservam a água da chuva, fornecem comida e combustível.

Em 2002, foi professora convidada do Instituto Global da Sustentabilidade Florestal Universidade Yale. No mesmo ano, em dezembro, nas primeiras eleições livres do seu país elege-se ao Parlamento queniano.

Já nos anos 1990, Maathai fundara um partido político ambientalista. Nos anos 2000, foi ministra do meio ambiente e tornara mundialmente reconhecida por sua contribuição para o desenvolvimento sustentável, democracia e paz.

Wangari Maathai deixou um extenso legado. Escreveu 4 livros e ganhou cerca de 50 prémios nacionais e internacionais entre os quais o Conservation Scientist Award da Columbia University (também em 2004). Em 2009, foi nomeada Mensageira da Paz pelas Nações Unidas, levando a mensagem de plantio baseado em comunidades locais pelo mundo.

Faleceu em 2011, aos 71 anos, mas o Green Belt Movement continua vivo e em ação em dezenas de países do mundo. Quase 1 milhão de pessoas participaram do movimento e mais de 50 milhões de árvores foram plantadas até o momento."

Pode também ouvir aqui a emissão em que,  excertos do discurso de Wangari na outorga do Nobel, e também de entrevista dão a conhecer como iniciou a ideia de plantar árvores, porque é que os governantes começar a não estar de acordo com a sua acção junto das mulheres e ainda essa conexões entre a salvaguarda do ambiente e bem-estar social. 

A emissão tem também excertos da sua autobiografia, publicada em 2006, sob o título de Indomável . 

Oiça
Wangari Muta Maathai
Wangari Muta Maathai

 

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui

05 dezembro 2024, 12:32
<Ant
Abril 2025
SegTerQuaQuiSexSábDom
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930    
Prox>
Maio 2025
SegTerQuaQuiSexSábDom
   1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031