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Bispos de Moçambique Bispos de Moçambique 

“Príncipe da Paz, dai-nos a paz!” - Mensagem da CEM pelo Natal

A CEM, Conferência Episcopal de Moçambique, difundiu, no dia 20 de dezembro de 2024, uma mensagem de Natal, intitulada “Príncipe da Paz, dai-nos a paz!”; é destinada aos seus compatriotas para lhes desejar feliz Natal e um abençoado Ano Novo 2025; uma mensagem de paz, de alegria e de esperança, em que lhes manifesta a sua proximidade e vontade de avançarem juntos no caminho da paz.

Dulce Araújo - Vatican News

A colaboração de todos na construção da paz é, de facto, o pano de fundo desta mensagem em que a CEM recorda, antes de mais, o significado do Natal de Cristo, celebração que “é para os moçambicanos crentes e não crentes, o dia da Família.” Para os cristãos, Jesus é a Palavra de Deus, e veio para enriquecer, com a sua divindade, os homens e as mulheres de todos os tempos. “Deus cheio de ternura pela humanidade manifesta todo o seu amor e convida-nos a confiar n’Ele.”

Paz entre os moçambicanos 

Nestas atitudes - escreve a CEM - “nos é dado contemplar a glória de Deus e a paz entre os homens”. Um convite, portanto, a dar “glória a Deus e a construir, com Cristo, a paz na terra, a paz nos corações, a paz entre homens, e a paz entre os moçambicanos.”

Preparemo-nos, pois, também nós, para celebrar a paz com Cristo, o Príncipe da Paz” - exortam os bispos aos seus compatriotas.

A CEM recorda depois que 2025 é o ano do grande jubileu da Igreja católica, e é também o jubileu dos 50 anos da independência de Moçambique.

Que estas celebrações nos levem a consolidar a paz e a harmonia entre nós”, pois - escreve sempre na segunda pessoa do plural - “a paz que Cristo trouxe não permite que nos desviemos para caminhos de discórdia”. Incentiva isso sim a “enveredarmos para caminhos de justiça, reconciliação e para criar a cultura do encontro entre irmãos da mesma pátria. Confiemos nos ensinamentos da paz.”

À espera dos resultados das eleições 

E prosseguem salientando que este tempo de espera e de celebração “coincide com o pronunciamento do Conselho Constitucional no próximo dia 23 de dezembro sobre os resultados das eleições do passado dia 9 de outubro”. “Estamos conscientes que os resultados não poderão satisfazer todos os moçambicanos. Mas é nosso desejo que eles tenham como base a verdade eleitoral confirmada por provas verificáveis e credíveis.”

E desafiam, entretanto, a porem-se todos estas perguntas:

Qual será a nossa reação diante de um resultado que não corresponda às nossas expectativas e convicções? Como poderá continuar o serviço da necessária governação do país”?  

Prosseguindo, escrevem:

Independentemente dos resultados, a única via a seguir é a do amor à “Pátria amada” baseada no compromisso pela justiça, na construção e consolidação da paz, harmonia e unidade nacional. Usemos toda a nossa criatividade, humildade e inteligência para edificar a paz que não pode deixar de existir entre todos os moçambicanos. Abramo-nos a um diálogo honesto, pondo de lado tudo quanto o pode dificultar ou até inviabilizar. A paz e o bem-estar de Moçambique valem mais do que qualquer interesse pessoal, do partido ou de grupo, sejam eles nacionais ou estrangeiros.”

Não cedamos à tentação de enveredar pelo caminho da imposição e da repressão ou da violência e da destruição, pois a imposição e repressão levariam a uma convivência forçada e derrotada, à violência e à destruição, a um país polarizado e empobrecido.”

Os bispos veem na Palavra de Deus, se forem feitas próprias e vividas, um recurso para construir uma convivência que “responda aos anseios dos jovens, às necessidades dos moçambicanos empobrecidos, ao desejo de paz de todos nós.”

Isto, na ótica da CEM, ajudaria a “renunciar ao luxo de poucos para garantir o necessário a todos; renunciar à acumulação desenfreada e cobiçosa dos bens em favor do desenvolvimento do país; deixar o exercício autocrático do poder para dar espaço a uma governação mais inclusiva que valorize competências e diversidade de opiniões; deixar o desprezo para dar espaço ao respeito, à honestidade, à confiança, ao acolhimento, à solidariedade e à estima recíproca. Portanto, o amor deve encontrar espaço nas nossas escolhas políticas, económicas e sociais para que a nossa pátria seja verdadeiramente amada e seja aberto o caminho da esperança para todos os Moçambicanos.”

Os Bispos concluem exprimindo o desejo de que o espírito do Natal entre nas famílias moçambicanas e ilumine as suas deliberações e as escolhas. E terminam formulando votos e oferecendo as suas preces para que o Novo Ano encontre todos comprometidos “na construção de um Moçambique renovado” e que “cada cidadão colabore na construção da Paz.” 

Deus abençoe Moçambique

Por fim, fazem suas as palavras da Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz que se celebra a 1 de janeiro, Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus: “Que 2025 seja um ano em que a paz cresça e seja procurada com um coração desarmado. Uma paz que vem não apenas com o fim da guerra, mas com o início de um mundo novo”, “onde “a justiça e a paz se abracem.” “Deus abençoe Moçambique!” - remata a mensagem, assinada por Dom Inácio Saure, Bispo de Nampula e Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique.

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21 dezembro 2024, 11:23
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