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Dom Lucius Iwejuru Ugorji, Arcebispo de Owerri e Presidente da Conferência Episcopal da Nigéria Dom Lucius Iwejuru Ugorji, Arcebispo de Owerri e Presidente da Conferência Episcopal da Nigéria 

Nigéria. Bispos: "Libertem o líder Nnamdi Kanu para revitalizar a economia do sudeste”

"Apelo ao Presidente Bola Ahmed Tinubu para que explore a possibilidade de um recurso civil para libertar Nnamdi Kanu, de modo a restaurar a vida económica e social no sudeste" – foi assim que o arcebispo de Owerri e presidente da Conferência dos Bispos Católicos da Nigéria, Dom Lucius Iwejuru Ugorji, pediu a libertação do líder do Povo Indígena do Biafra (IPOB), uma organização declarada ilegal por lutar pela independência do sudeste da Nigéria.

Cidade do Vaticano

Dom Ugorji lançou o seu apelo ao Chefe de Estado nigeriano, Tinubu, no dia 20 de março, durante a ordenação episcopal de Thomas Ifeanyichukwu Obiatuegwu como bispo auxiliar de Orlu, no Estado de Imo, na Catedral da Santíssima Trindade, na presença de mais de 40 bispos e sacerdotes, bem como de políticos, empresários locais e fiéis.

Segundo o Presidente da Conferência Episcopal Nigeriana, "a detenção contínua do líder da organização “Povo Indígena do Biafra”, Mazi Nnamdi Kanu, pelo governo federal da Nigéria, é a causa dos danos económicos catastróficos no sudeste”.

"A insegurança tornou-se um problema no Sudeste. Infelizmente, a ordem de permanência em casa continua a prejudicar a vida económica e social. Tem havido repetidos protestos de operadores económicos que perderam milhares de milhões de nairas por causa da ordem de permanência em casa. Muitas famílias pobres têm medo de sair à segunda-feira", sublinha Dom Lucius Ugorji.

Para pedir a libertação do seu líder, os membros da IPOB declararam um "dia morto" nas regiões do sudeste todas as segundas-feiras, ameaçando com retaliações as empresas que desobedecessem à ordem de não abrir as portas.

Em 19 de março, um tribunal federal negou a Kanu o direito a fiança e, em vez disso, ordenou um julgamento acelerado de uma acusação de terrorismo pendente contra ele em sete pontos.

Kanu desapareceu da Nigéria em 2017. Foi detido no Quénia em 2021 e transferido para a Nigéria. Kanu, que está atualmente sob a custódia do Departamento de Serviços do Estado, o serviço de segurança interna, foi impedido de ser transferido para uma prisão normal por motivos de saúde.

Kanu nasceu em 1967, ano em que eclodiu a guerra do Biafra, na sequência da tentativa de secessão das regiões do sudeste da Federação Nigeriana. A guerra, que terminou em 1970, causou pelo menos um milhão de mortos, muitos dos quais devido à fome, causada pelo bloqueio do governo central ao fornecimento de alimentos – com a agência Fides.

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25 março 2024, 10:28