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Benin. Rumo às eleições presidenciais. Líderes religiosos rezam pela paz

Uma oração pela paz e uma exortação a renunciar os interesses particulares e egoístas em nome do bem comum, é o pedido de Dom Roger Houngbédji, Arcebispo de Cotonou, no Benin, na última quinta-feira, 25 de março, durante a celebração da Santa Missa na Catedral da cidade para invocar paz e reconciliação nas próximas eleições presidenciais, marcadas para 11 de abril.

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Participaram na celebração líderes religiosos, representantes políticos e fiéis. “Estamos reunidos para rezar e invocar a paz de Deus - disse Dom Houngbédji na sua homilia - porque a verdadeira paz é aquela que vem do Senhor, e não do mundo e, como crentes, somos chamados a aceitá-la como um dom divino”. Ao mesmo tempo, o Arcebispo exortou os presentes a “responder ao chamamento do Senhor que nos pede para sermos construtores de paz”, o que significa “abrir o coração à Sua Palavra, ter realmente confiança nele e renunciar aos interesses pessoais para o bem do próximo”.

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A Missa do Arcebispo de Cotonou foi precedida por outros momentos e encontros de oração: no dia 24 de março, na Catedral de ‘Nossa Senhora da Misericórdia’, os representantes das várias confissões religiosas do País, juntamente com alguns políticos, prestaram homenagem ao túmulo de Dom Isidore de Souza, Arcebispo da cidade de 1990 a 1999 e um dos principais actores da vinda da democracia no País. “Que a semente plantada pelo saudoso prelado - disse o Padre Nathanaël Soédé, Capelão nacional dos dirigentes e personalidades políticas do Benin - dê frutos para reconstruir o País”, para que “cidadãos, líderes religiosos e políticos tenham a peito ser protagonistas do diálogo, da reconciliação, do perdão recíproco e da paz”.

E não só: no dia 19 de março, representantes católicos, muçulmanos e de religiões tradicionais locais rezaram juntos, pela mesma intenção, na mesquita Cadjehoun em Cotonou, enquanto que no dia 10 de março em Porto-Novo, capital do Benin, o pastor Kponjesu Amos Hounsa, presidente da Igreja Protestante Metodista Nacional, presidiu a uma função com o mesmo auspício.

Recorde-se que as próximas eleições presidenciais vão decorrer num contexto particular: segundo as alterações de 2019 à lei eleitoral, de facto, cada candidato à presidência nacional deve ter o patrocínio de 10% dos autarcas ou deputados. No entanto, actualmente o parlamento do Benin é composto exclusivamente por deputados do movimento presidencial, o que põe em risco o pluralismo dos candidatos à cadeira de Chefe de Estado. Entre eles, está também o actual presidente, Patrice Talon, que disputa um segundo mandato depois da vitória de 2016. O balanço dos seus cinco anos à frente do País é positivo, naturalmente, para seus apoiadores que destacam os progressos alcançados pelo País, que passou das nações de baixa renda para as nações de renda média. Mas a pobreza cresce cada vez mais, e os partidos da oposição acusam Talon de ter renegado a sua promessa de não se candidatar novamente e a magistratura realizou diversas investigações por alguns casos de corrupção.

27 março 2021, 13:11