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Sede da União Africana em Addis Abeba, Etiópia Sede da União Africana em Addis Abeba, Etiópia 

Conferência das Igrejas Africanas ao novo presidente UA: pôr fim aos conflitos armados

Ao recém-eleito Presidente da União Africana, Felix-Antoine Tshisekedi Tshilombo, chegou a mensagem da Conferência das Igrejas de Toda a África (AACC), exortando-o a fazer do fim dos conflitos armados no Continente a sua "máxima prioridade", a fim de manter e preservar a paz.

Cidade do Vaticano

O Chefe de Estado da República Democrática do Congo Felix-Antoine Tshisekedi Tshilombo foi eleito novo Presidente da UA durante a 34ª Assembleia da UA, realizada nos dias 6 e 7 de fevereiro, sucedendo ao Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

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“No ano passado – lê-se na mensagem - a África falhou o seu objectivo de silenciar as armas até 2020”. Antes pelo contrário, nos últimos doze meses "surgiram novos conflitos, como o da Etiópia", precisamente na região de Tigray. Exprimindo, portanto, o seu apreço pelo tema escolhido pela 34ª Assembleia da UA, nomeadamente "Artes, cultura e património: alavancas para construir a África que queremos", a AACC reitera: "A África precisa de explorar ao máximo o potencial das artes para se unir e catalisar a paz, a tolerância e a harmonia em todo o continente ”.

Outros apelos são lançados pelas Igrejas em relação à difusão do coronavírus e à corrupção: "A emergência pandémica colheu a África impreparada", nota a AAC, exortando os governos do continente a "respeitarem os seus compromissos no sector da saúde", enquanto se exprime preocupação pela "corrupção endémica e a dívida crescente" em todo o território. “Continuamos a levantar a nossa voz e a recordar aos governos a obrigação moral de pôr fim à corrupção e travar o aumento da dívida pública em África - reitera a mensagem - tudo isto, de facto, continua a atrair os governos africanos para as garras dos credores estrangeiros, ameaçando a futura independência dos nossos países”.

Por último, a AACC reitera que está pronta e disposta a trabalhar com a UA para melhorar as condições de vida dos povos do continente: as comunidades de fé, de facto, «são um aspecto indispensável para o desenvolvimento da África. Trabalhamos na linha de frente na busca da justiça, na luta contra a pobreza, na prestação de serviços sociais e no desenvolvimento espiritual da humanidade. ”Recorde-se que a Conferência das Igrejas de Toda a África é uma comunidade ecuménica que conta com 193 membros e representa mais de 140 milhões de cristãos africanos em 42 países do continente.

15 fevereiro 2021, 13:30