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Angola - Participantes no debate Angola - Participantes no debate 

Angola - Académicos fazem balanço da vida politica no país

Académicos de diferentes instituições de ensino superior em Angola, juntaram-se a mesma mesa para fazer um balanço da vida política, económica e social do país, no ano de 2020. A iniciativa foi da Emissora Católica de Angola.

Anastácio Sasembele - Luanda 

“2020 é para muitos um ano para esquecer”. A pandemia da Covid – 19 instalou – se e ditou as regras de jogo, o estado de emergência impôs inédito encerramento das fronteiras nacionais, agenda governativa e do sector empresarial foi fortemente abalada, o país chorou a morte de vários rostos conhecidos da sociedade, o custo de vida agravou – se e as contestações na ruas aumentaram.  

Estes e outros assuntos mereceram análise de académicos convidados pela Emissora Católica de Angola a balancear o ano de 2020.

O padre Celestino Epalanga, docente na Universidade Católica de Angola lamentou o facto de que num país que se diz rico e solidário existirem pessoas que sobrevivam das lixeiras.

Para o economista Josué Chilundulo as estatísticas da pobreza em Angola servem apenas para fins políticos nunca a favor dos pobres. Filho de pastor evangélico, o também docente universitário disse que é preciso focar – se na Encíclica Fratelli Tutti do Papa Francisco para que o país trilhe os caminhos da fraternidade e solidariedade para com os mais necessitados.

O Sociólogo Mário Sakossengue recordou durante o debate que a Covid – 19 veio agravar ainda mais a situação precária de muitas famílias, com destaque para a pobreza ligada ao desemprego. Dados oficiais indicam que só neste ano, 7 mil trabalhadores perderam seus empregos desde o início da pandemia em Angola.

Outro assunto analisado foi a dívida pública. Angola espera reduzir o “stock” da dívida para menos de 100% até 2023, neste capitulo o politólogo Olívio Kilumbo pensa que em tempo de pandemia seria o momento da negociação da dívida com a China, o principal credor de Angola. 

Ainda sobre a dívida pública avaliada em cinco mil milhões de dólares americanos, o filósofo Albino Pakissi defendeu auditoria à dívida e reforçou que a sua ausência põe em causa o combate á corrupção levado a cabo pelo previdente da república João Lourenço.

Apesar dos inúmeros problemas que o país enfrentou neste ano marcado pela Covid – 19, o economista Manuel Piedade destacou a aposta na produção interna, fundamentalmente no sector agrícola que teve um crescimento, na sua visão, considerável.

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29 dezembro 2020, 12:04