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Manifestação contra ataques e violência ao sul de Kaduna (Nigéria) Manifestação contra ataques e violência ao sul de Kaduna (Nigéria) 

Nigéria. Continua a violência ao sul de Kaduna, confirma organização humanitária

Continuam os ataques e a violência dos homens armados da etnia Fulani ao sul de Kaduna, apesar das iniciativas de paz a decorrer no País, confirma a organização humanitária para a defesa da liberdade religiosa, CSW.

Cidade do Vaticano

Apesar da conclusão, no passado 23 de agosto, de um acordo de paz entre o Chiefdom Atyap e os representantes das comunidades Hausa e Fulani da zona; e apesar da inauguração no dia 2 de setembro da "Casa da família Kaduna" por parte do governador do Estado de Kaduna, Nasir el Rufai, descrita como "uma plataforma para os líderes religiosos poderem dialogar, interagir e assumir a responsabilidade colectiva pelo envio de mensagens que ajudem as pessoas a viver segundo ideais mais elevados" das suas respectivas confissões religiosas, continuam os ataques e a violência ao sul de Kaduna.

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O presidente fundador da Christian Solidarity Worldwide (Solidariedade Cristã Mundial, CSW, na sigla em inglês), Mervyn Thomas, na página web desta organização humanitária empenhada na defesa da liberdade religiosa, sublinhou que "a CSW continua profundamente perturbada pela contínua e devastadora violência ao sul de Kaduna”.

Os observadores locais atribuíram o fracasso na busca da paz à ausência, nas convocatórias para os encontros de paz, dos verdadeiros responsáveis da violência e das verdadeiras vítimas.

É claro que estas iniciativas de paz - comentou Thomas - devem envolver os autores destes crimes e assegurar-se que as vozes das vítimas sejam ouvidas. “As iniciativas pela paz e pela unidade - acrescentou - devem ser acompanhadas de esforços que garantam a justiça.

O presidente da CSW convidou, pois, o Conselho para os Direitos Humanos das Nações Unidas, reunido recentemente para a sua 45ª Sessão, a não hesitar em levantar a questão da crise em curso na Nigéria, tanto na ONU como em outros lugares. Se deve fazer mais - concluiu - para combater a ameaça representada pela milícia Fulani e todos os actores armados não estatais, para conter a perda impressionante de vidas humanas e para dar assistência, compensar e reabilitar as vítimas”.

17 setembro 2020, 11:49