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Destruição e inundações pelo Ciclone Idai, no centro de Moçambique Destruição e inundações pelo Ciclone Idai, no centro de Moçambique  (AFP or licensors)

Moçambique. Ajudas da Caritas Suíça, um ano depois do Ciclone Idai

Foi no dia 15 de março de 2019, quando o Ciclone Idai atingiu o centro de Moçambique, causando mais de 600 mortos e inumeráveis feridos, além de imensos danos estruturais. Em apoio às populações, a Caritas Suíça interveio, levando ajudas concretas, em particular na região de Dombe, no centro do País.

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Doze meses depois daquela trágica tempestade, a população local ainda sofre, principalmente pela falta de comida. "Muitas famílias – informa a agência Cath - certamente puderam construir uma nova cabana de barro. Mas, não podendo ter acesso aos seus campos depois das inundações, perderam a última campanha agrícola. Além disso, os terrenos aráveis estavam tão encharcados que a propagação de pragas aumentou".

Caritas Suíça e Caritas Moçambique em apoio às populações

Por isso, a Caritas Suíça e a sua homóloga em Chimoio apoiam os agricultores no desenvolvimento de um programa sustentável de cultivo, distribuindo sementes e oferecendo apoio técnico. O organismo de caridade também financia o trabalho necessário para remover a espessa camada de argila e lama dos campos e prepará-los para a sementeira.

Apoio aos agricultores na compra e venda de produtos

A Caritas ajuda os agricultores também a comprar e vender os seus produtos, encorajando a formação de grupos autónomos, capazes de negociar melhores condições de mercado, sem ter que recorrer a intermediários cuja intervenção tem um custo elevado para o vendedor. Assim, os beneficiários da ajuda da Caritas podem gerar mais renda e melhorar as suas condições de vida de maneira sustentável.

Proximidade de Francisco às vitimas do Idai e Kenneth

As vítimas do ciclone Idai foram recordadas pelo Papa Francisco aos 5 de setembro de 2019, durante a sua Viagem Apostólica a Moçambique quando, durante o encontro com as autoridades, a sociedade civil e o Corpo Diplomático, o Papa disse: “Quero que as minhas primeiras palavras de proximidade e solidariedade sejam dirigidas a todos aqueles sobre quem se abateram recentemente os ciclones Idai e Kenneth, cujas devastadoras consequências continuam a pesar sobre tantas famílias, principalmente nos lugares onde ainda não foi possível a reconstrução, requerendo esta especial atenção”.

Infelizmente, não poderei ir pessoalmente até junto de vós – havia explicado o Pontífice - mas quero que saibais que partilho a vossa angústia, sofrimento e também o compromisso da comunidade católica para fazer frente a tão dura situação”. E, concluindo, havia dito: “No meio da catástrofe e da desolação, peço à Providência que não falte a solicitude de todos os atores civis e sociais que, pondo a pessoa no centro, sejam capazes de promover a necessária reconstrução.”

11 março 2020, 12:02