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Vatican News
2020.01.24 Isabel dos Santos, Angola ** Isabel dos Santos, Angola  Programma Portoghese Isabel dos Santos, Angola  

Angola – “Luanda LEAKS” com novos contornos

“Luanda LEAKS” com novos contornos: empresária, Isabel dos Santos, constituída arguida, Procuradoria-geral da República de Angola poderá emitir mandado de captura contra a filha do antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos. O MPLA, partido de que a empresária é militante, reage ao caso. Há também outras reacções.

Anastácio Sasembele - Luanda

O Procurador-Geral da República, Hélder Pitta Grós, admitiu esta quarta-feira, em Luanda, a possibilidade de se emitir um mandado de captura contra a empresária angolana Isabel dos Santos, constituída arguida por alegada má gestão e desvio de fundos, durante a sua passagem pela petrolífera estatal SONANGOL.

Além de Isabel dos Santos, são também arguidos Sarju Raikundalia, ex-administrador financeiro da Sonangol,  Mário Leite da Silva, gestor da empresária e presidente do conselho de administração do Banco de Fomento Angola (BFA),  Paula Oliveira, amiga de Isabel dos Santos e administradora da NOS, e Nuno Ribeiro da Cunha, director do EuroBic.

Em declarações à imprensa, na sequência da divulgação da investigação internacional "Luanda Leaks", Hélder Pitta Grós sublinhou que a lei  dá essa faculdade.

Segundo o Procurador-Geral da República, está em curso uma investigação por branqueamento de capitais contra a Isabel dos Santos.

A este propósito, o magistrado adiantou que o processo está numa "fase decisiva" e que a empresária ainda não foi ouvida porque saiu do país no mesmo dia em que foi notificada.

Na ocasião, informou que a ex-presidente do Conselho de Administração da SONANGOL e seus colaboradores mais próximos na petrolífera angolana foram constituídos arguidos.

O magistrado não colocou de parte a possibilidade de emissão de mandados de captura internacionais, bem como recorrer à cooperação da Interpol e da Europol, caso os visados não se apresentem à justiça angolana voluntariamente.

Nesta quinta – feira (23/20) foi manchete na imprensa angolana a renúncia ao cargo de presidente do Conselho de Administração do Banco de Fomento Angola (BFA), Mário Leite Silva, gestor de Isabel dos Santos.

informação no site do banco foi hoje (23/20) transmitida aos trabalhadores do banco angolano.

Mário Leite Silva é um dos facilitadores portugueses dos negócios de Isabel dos Santos que envolvem esquemas financeiros suspeitos.

O reverendo Ntoni – a – Nzinga apela o alargamento do combate a corrupção em Angola e revela que existem gestores públicos que no passado desviaram os activos do estado e não estão a ser tocados pela justiça angolana.

Luísa Damião, Vice-presidente do MPLA, partido que governa o país desde a independência de Angola em 1975, ao comentar sobre o caso Luanda Leaks, levado acabo por um consórcio de Jornalistas que investiga a origem da fortuna de Isabel dos Santos, disse que todos os militantes do MPLA não são corruptos, tendo acrescentado que o seu partido está mais forte e unido.

UNITA pede a criança de uma frente patriótica nacional 

E a UNITA maior partido na oposição em Angola pede que seja criada com urgência uma frente patriótica nacional e inclusiva para um combate efectivo e eficaz contra a corrupção como garantia da estabilidade socioeconómica do país.

A posição do “Galo Negro” foi apresentada na tarde desta quarta-feira, nas suas instalações na Maianga e surge em função dos últimos acontecimentos candentes do momento com realce para o caso Luanda Leaks.

Isabel dos Santos, filha do ex-presidente José Eduardo dos Santos, foi visada pelo Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ), que revelou, no domingo, mais de 715 mil ficheiros, sob o nome de "Luanda Leaks", que detalham esquemas financeiros usados por si e pelo marido, Sindika Dokolo, que terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano, utilizando paraísos fiscais. Segundo os documentos, Isabel e Sindika têm participações accionistas de empresas e bens em países como Angola, Portugal, Reino Unido, Dubai e Mónaco.

A empresária disse estar a ser vítima de um ataque político orquestrado para a neutralizar e sustentou que as alegações feitas contra si são "completamente infundadas", prometendo "lutar nos tribunais internacionais" para "repor a verdade".

Segundo os documentos, Isabel dos Santos e Sindika Dokolo têm participações accionistas de empresas e bens, como imobiliários, em países como Angola, Portugal, Reino Unido, Dubai e Mónaco.

Oiça
24 janeiro 2020, 11:48