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D. Leopoldo Ndakalako, Bispo de Menongue, Angola D. Leopoldo Ndakalako, Bispo de Menongue, Angola  (Copyright 2014)

II Plenária da CEAST. Bispos: “Tema do ambiente deve estar na agenda dos governos”

Ambiente e ecologia é um dos temas que está a merecer a atenção dos Bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), nesta II Assembleia anual a decorrer na cidade de Saurimo, província da Lunda-Sul.

Anastácio Sasembele – Saurimo, Angola

O Bispo de Menongue, Dom Leopoldo Ndakalako mostra-se preocupado com as sucessivas queimadas da flora e a agressão à fauna, na província do Kwando Kubango.

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Tendo em atenção a reflexão da Carta Apostólica Laudato Sì “louvado sejas meu Senhor” do Papa Francisco, os Bispos da CEAST consideram que o tema do ambiente e da ecologia é emergente e deve estar nas agendas políticas, económicas e sociais dos governos.

Responsabilidade do homem na protecção do ambiente

O ambiente é o homem, dele depende o futuro do próprio homem sobre a terra, por isso o homem tem elevadas responsabilidades na protecção do meio em que vive, assim consideram os Bispos da CEAST.

Situação alarmante em Kwando Kubango

Esta realidade parece não estar a ser cumprida por determinados cidadãos, na província do Kwando Kubango, o alerta é do bispo de Menongue, D. Leopoldo Ndakalako.

Queimadas descontroladas e caçadores furtivos

De visita pastoral ao interior da província o prelado constatou que em relação ao corte anárquico de madeira, já há, felizmente um certo controlo por parte das autoridades, o mesmo não se pode falar das queimadas protagonizadas em alguns casos por caçadores furtivos, que em busca do lucro fácil criam armadilhas para os animais.

Caso nacional e não apenas de Kwando Kubango

Por detrás destas práticas (caça furtiva) há um certo negócio, disse D. Leopoldo Ndakalako, tendo revelado igualmente que em alguns casos há intensos confrontos entre caçadores furtivos e os guardas florestais, cenários que terminam, às vezes, em mortes e ferimentos graves de pessoas.

O prelado insta as autoridades a olharem para estas ocorrências como um problema nacional e não apenas da extensa província do Kwando Kubango. 

11 outubro 2019, 12:35