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Uma sessão do SECAM, Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagscar Uma sessão do SECAM, Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagscar 

Costa do Marfim. SECAM reflecte sobre migrações irregulares

O grupo de trabalho do Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagáscar (SECAM) sobre os migrantes realizou sua reunião, de 6 a 9 de dezembro de 2018, na capital costamarfinense Abidjan. O objectivo do encontro foi reflectir sobre o impacto das migrações irregulares e sobre o papel da Igreja em África em relação a esta questão.

Cidade do Vaticano

O Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar, SCEAM, uma organização dos Bispos Católicos da África e Madagáscar, realizou recentemente am Abidjan um encontro para juntos debater sobre vias e meios mais apropriados para influenciar, positivamente, as várias questões que hoje preocupam a Igreja e a sociedade no Continente, tais como a governação, migrações, paz, justiça e desenvolvimento.


O encontro realizado na capital da Costa do Marfim teve como tema: «Sensibilização das estruturas da Igreja aos desafios da Migração e o Tráfico de Seres Humanos em África, para responder de maneira apropriada com base na Teologia da Mobilidade Humana”.
Entre os convidados, estava o Padre Michael Czerny, subsecretário da Seção para os Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral do Vaticano, que afirma ter participado neste encontro como prelúdio da conferência sobre o fenómeno migratório que terá lugar no próximo ano em África.

Acolher, proteger, promover e integrar

O objectivo deste encontro, que reúne Bispos, sacerdotes, religiosos e leigos envolvidos com os migrantes, é de reforçar a contribuição da Igreja, trabalhando para a redução dos perigos, ou melhor, dos riscos da migração irregular e do tráfico. de seres humanos. Para atingir este objectivo, as estruturas eclesiais são convidadas a conjugar esforços, assegurando ao mesmo tempo eventual colaboração com os actores políticos ou estatais.
O Presidente da Conferência dos Bispos Católicos da Costa do Marfim, Dom  Ignace Dogbo Bessi, presente na abertura dos trabalhos, encorajou os participantes na sua vontade de encontrar respostas pastorais aos desafios migratórios. E lhes indicou quatro expressões para alimentar a sua jornada.
O Espírito Santo nos ajudará, exortou o Prelado, a encontrar uma atitude de abertura confiante que nos permita buscar, à luz da teologia e inspirando-nos nos acordos mundiais, as respostas pastorais aos desafios migratórios, à volta dos verbos acolher, proteger, promover e integrar.

Privilegiar a concertação

Por seu turno, o Padre Mesmin-Prosper Massengo, sacerdote da Arquidiocese de Brazzaville, no Congo, e Presidente do Grupo de Trabalho sobre os Migrantes do SECAM, sublinhou que uma das soluções para a crise da migração era, em particular, a necessária concertação entre as diferentes Igrejas nos Países de origem, as dos Países de trânsito como Marrocos, Tunísia, Líbia, e as dos Países de chegada, para apostar nos meios susceptíveis de reduzir os riscos desta migração ilegal ou clandestina.

A redução dos riscos da imigração clandestina exige um compromisso numa frente comum. E o Padre Massengo, ao acreditar que "esta questão não pode ser resolvida apenas pela Igreja", para superar este fenómeno, defende a combinação de competências e a concertação.

Nesta perspectiva, o Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagáscar pretende marcar o fim dos seus trabalhos adoptando uma tomada de posição sobre a crise migratória, que em seguida será partilhado com os agentes de decisão nacionais e as organizações internacionais, através do seu gabinete de ligação na União Africana.

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10 dezembro 2018, 13:26