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D. Emmanuel Obbo, Arcebispo de Tororo, Uganda D. Emmanuel Obbo, Arcebispo de Tororo, Uganda 

“O Sangue dos Mártires nos trouxe aqui“: Arcebispo Emmanuel Obbo

"O sangue dos Mártires nos trouxe a todos a Namugongo", disse Dom Emmanuel Obbo, Arcebispo de Tororo, em Uganda, a milhares de fiéis, no passado dia 3 de junho, Dia dos Mártires.

Vatican News - Cidade do Vaticano

Celebrações do Dia dos Mártires da Uganda

Os organizadores e os media locais disseram que mais de dois milhões de pessoas participaram nas celebrações deste ano para marcar o Dia dos Mártires da Uganda no último domingo, 3 de junho de 2018.


O tema das celebrações deste ano foi: “Caminhemos na Luz de Deus como uma Família” (1 João 1: 5-10). A Liturgia em Namugongo, o Santuário católico mais sagrado de Uganda, foi animada pelos fiéis da Arquidiocese de Tororo.

Centenário dos Beatos Daudi Okelo e Jildo Irwa

"Os próprios Mártires são modelos para as nossas famílias cristãs em África, em Uganda e especialmente em Tororo, neste ano", disse o Arcebispo Obbo.
“Este ano também veneramos o Beato Daudi Okelo e o Beato Jildo Irwa, os dois jovens catequistas martirizados enquanto estavam a caminho para irem evangelizar os seus parentes. Os parentes os pegaram e mataram – há 100 anos atrás, na diocese de Gulu, no norte de Uganda. Os dois foram beatificados pelo papa São João Paulo II”, acrescentou o arcebispo Obbo, durante a homilia.

Ugandeses devem ser o orgulho dos Mártires

O arcebispo exortou os ugandeses a levar uma vida que deixe orgulhosos os Mártires de Uganda.
"A busca pelo dinheiro fácil, por exemplo, incluindo sequestro, tráfico de seres humanos, bruxaria e culto ao diabo ... Estas coisas não deixam orgulhosos os Mártires", disse o prelado de Tororo.
Nos últimos três anos, o Uganda foi abalado por uma tendência ascendente de sequestros. A maioria dos raptos parece ser de resgate. Isto levou a um clima de medo de perder os próprios entes queridos.

Apelo aos jovens

O Arcebispo Obbo também fez um apelo apaixonado aos jovens de África dizendo-lhes para não se deixassem usar como instrumentos de violência política ou criminal. E encorajou-os a permanecerem firmes na sua fé, como  havia feito S. Kizito, o mais jovem dos Mártires de Uganda.
“O mais jovem, Kizito, como os outros, demonstrou a sua prontidão para morrer por Cristo naquele Dia da Ascensão, Quinta-feira dia 3 de junho de 1886. Antes de desaparecer nas chamas para ser queimado vivo com os outros cristãos, ele (Kizito) recitou o 'Pai Nosso', juntamente com os outros ”, disse o Arcebispo Obbo.

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05 junho 2018, 16:49