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Vigília de oração pelos 40 mil migrantes mortos dá voz aos invisíveis

Por ocasião do Dia Mundial do Refugiado que será celebrado neste sábado (20), a comunidade católica de Santo Egídio realizou um momento especial de oração nesta quinta-feira (19), em Roma. Durante a vigília foram recordadas 40.900 pessoas que morreram, desde 1990 até hoje, no mar Mediterrâneo ou em outras rotas, como por via terrestre, quando pretendiam chegar na Europa.

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A vigília de oração em Santa Maria, em Trastevere, foi presidida pelo secretário-geral da Conferência dos Bispos da Itália, dom Stefano Russo, e contou com a presença de vários imigrantes, de diversas nacionalidades, além de familiares e amigos de quem perdeu a vida no mar. Na ocasião, foram recordados alguns nomes de quem faleceu e, assim, velas foram acesas em sua memória.

Os novos europeus

Cada um deles, disse dom Russo, “é precioso aos olhos de Deus. E Ele, que não esquece de ninguém, ajude a gente, as nossas comunidades de fé, o nosso país, a esperança de quem busca um porto de bem, de vida, de paz. Quantas orações emergem dos 50 milhões de deslocados internos que moram em vários continentes? Quantos dos refugiados nos centros de detenção na Líbia, submetidos a todo tipo de abuso, e aqueles que fogem e são novamente rejeitados?”, questionou para se refletir o bispo.

O secretário da Conferência Episcopal fez questão de chamar atenção para quem ajudou tantos estrangeiros que chegaram na Itália, “’novos europeus’ que estavam em condição de invisíveis” e foram valorizados pelo trabalho e pela presença no país.

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Galeria de fotos da Vigília de Oração em Roma
19 junho 2020, 15:10