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Paulette Buye, de 12 anos, em um hospital em Bunia, depois de um ataque contra seu povoado em março de 2018, que deixou muitos mortos e feridos a golpes de facão Paulette Buye, de 12 anos, em um hospital em Bunia, depois de um ataque contra seu povoado em março de 2018, que deixou muitos mortos e feridos a golpes de facão  (AFP or licensors)

Sacerdote sequestrado na República Democrática do Congo

O grupo que sequestrou padre Luc Adélard Aletso exigiu resgate para sua libertação. A região é marcada há anos por conflitos armados envolvendo diferentes grupos étnicos.

Cidade do Vaticano

"O grupo que sequestrou o padre Luc é conhecido e iniciamos ações para obter a libertação de nosso sacerdote", declarou à Agência Fides Dom Dieudonné Uringi Uruci, bispo de Bunia, diocese que tem jurisdição sobre Jiba, localidade onde um grupo armado sequestrou o sacerdote Luc Adélard Aletso na noite de 5 de junho. Do ponto de vista administrativo, Bunia é a capital da Província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo.

Segundo informações divulgadas pelo Vigário de Bunia, Pe. Justin Zanamuzi, e confirmadas à Fides por Dom Uringi Uruci, o grupo armado chegou à paróquia de Jiba às 20h45 do dia 5 de junho, imobilizando inicialmente um seminarista presente na casa paroquial. Padre Luc, logo ao chegar, também foi imobilizado e levado junto com o seminarista para a floresta de Wago, que em seguida foi libertado pelos sequestradores. O destino do sacerdote, no entanto, é ignorado.

No entanto,  Dom Uringi Uruci  considera que "o grupo armado que sequestrou o padre é ativo especialmente no nordeste de Ituri, e é para lá, onde eles têm a sua fortaleza, que levaram padre Luc".

"É um dos tantos grupos armados formados por Lendu, meio bandidos e meio guerrilheiros, que atuam na área, explica o prelado. Eles saqueiam as aldeias, matam pessoas, mas nunca deixaram claro quais são suas reivindicações”. No caso de padre Luc, o grupo pediu um resgate por sua libertação.

Por anos tem havido um conflito no Ituri entre os grupos étnicos Lendu, agricultores e Hema, pastores.

 

10 junho 2019, 10:58