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Colégio S. José, da Arquidiocese de Lomé, no Togo Colégio S. José, da Arquidiocese de Lomé, no Togo 

Togo. Continuam suspensas as Missas públicas, Bispos manifestam-se preocupados

Ainda não foram retomadas, no Togo, as Missas com a participação de fiéis, suspensas por mais de três meses para evitar o contágio por coronavírus, e o presidente da Conferência Episcopal do Togo (CET), D. Benoît Alowonou, manifestou a sua preocupação ressaltando que a suspensão das celebrações públicas também tem implicações financeiras.

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Não faltam as dificuldades em muitas igrejas e paróquias do Togo  onde há mais de três meses estão suspensas as Missas com a participação do público e não podem, portanto, contar com as colectas dos fiéis. A preocupação foi manifestada pelo presidente da Conferência Episcopal do País, D. Benoît Alowonou que, em entrevista ao jornal "La Croix Afrique", explicou que a suspensão das celebrações públicas tem também implicações financeiras.

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Felizmente, muitos paroquianos se estão a organizar em coordenação com os seus párocos e sacerdotes para compensar com outros apoios a ausência de donativos". Tais apoios consistem em "contribuições financeiras para pagar as contas de luz e água, ofertas de produtos alimentares quer para os sacerdotes quer para os necessitados que vão bater à porta das paróquias, passando de boca em boca a mensagem para fazer conhecer também aos outros cristãos as dificuldades vividas pelas igrejas locais”.

Os problemas dizem respeito a muitas estruturas católicas, como por exemplo as escolas, onde os salários dos professores são pagos na maior parte dos casos graças às propinas pagas pelos alunos. E muitos professores, portanto, sublinha o presidente da CET, já não recebem salário desde o mês de março: "Podeis imaginar as consequências", comentou o prelado.

Quanto à reabertura dos lugares de culto, D. Alowonou disse que teve três importantes encontros com o Ministério da Administração Territorial: em todos esses encontros, tanto as autoridades como os líderes religiosos "expressaram o desejo de uma rápida reabertura das igrejas", desde que isso aconteça "em total conformidade com as normas de segurança sanitária". Por isso, se está a considerar uma reabertura parcial e gradual, que permitiria um melhor monitoramento do desenvolvimento da pandemia.

Entretanto, a emergência do Coronavírus também deixou um bom ensinamento, ou seja, que "tudo é graça", disse o presidente da CET. "A solidariedade dos cristãos nas paróquias deve ser encorajada e apoiada – acrescentou D. Benoît Alowonou. E não só: também percebemos a grande sede do povo de Deus pela oração comunitária e pela Eucaristia". "De facto percebemos - concluiu o prelado - que nada pode substituir a beleza dos irmãos e irmãs que se reúnem para rezar juntos”.

15 julho 2020, 11:17