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Em 2018, o Papa encorajou os territórios a promover “os mais frágeis, os marginalizados, os rejeitados, para que tenham oportunidade de se sentirem em casa numa comunidade que acolhe". Em 2018, o Papa encorajou os territórios a promover “os mais frágeis, os marginalizados, os rejeitados, para que tenham oportunidade de se sentirem em casa numa comunidade que acolhe".  (AFP or licensors)

Respeito pela dignidade humana, caminho para a paz: Fórum Mundial das Cidades e Territórios de Paz

Nesta sexta-feira, 30 de julho, com um webinar às 15h00 (hora italiana), o Fórum é apresentado no Vaticano durante uma conferência virtual intitulada "Acesso aos direitos e respeito à dignidade humana". O objetivo do webinar é identificar pontos de contato, harmonia e cooperação entre os temas centrais da reflexão do Fórum e do magistério do Papa Francisco, especialmente a partir das Encíclicas "Laudato si '" e "Fratelli tutti".

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Construir uma nova agenda de convivência, combatendo a pobreza, a exclusão social e as desigualdades e promovendo serviços e direitos, nas cidades e nos territórios.

Esse é o objetivo do “Fórum Mundial de Cidades e Territórios da Paz”, já em sua terceira edição, e que para atingir os objetivos propostos pretende envolver as realidades territoriais e seus protagonistas, ou seja, administradores, associações, universidades, indivíduos, escolas, compartilhando experiências, fazendo pesquisas, dialogando.

Após uma maratona de quatro anos e dois eventos internacionais que envolveram centenas de cidades e territórios ao redor do mundo, a terceira edição foi remarcada devido à Covid-19, com a realização de muitos encontros virtuais no biênio 2020-2021.

Nesta sexta-feira, 30 de julho, com um webinar às 15h00 (hora italiana), o Fórum é apresentado no Vaticano durante uma conferência virtual intitulada "Acesso aos direitos e respeito à dignidade humana". O objetivo do webinar é identificar pontos de contato, harmonia e cooperação entre os temas centrais da reflexão do Fórum e do magistério do Papa Francisco, especialmente a partir das Encíclicas Laudato si' e Fratelli tutti.

Participam representantes do Fórum, de entidades e organismos internacionais e expoentes da Igreja Católica, como Pablo Vázquez Camacho, subsecretario de Participación Ciudadana y Prevención del Delito (México); Anna Barrero da Asociación Española de Investigación para la Paz (AIPAZ, Espanha); p. Xavier Jeyaraj SJ, diretor do Jesuit Secretariat for Social Justice and Ecology (Cidade do Vaticano); Andrea Ferrari, presidente dos Organismos Locais para a Paz (Itália); P. Dinh Anh Nhue Nguyen, OFMConv, secretário geral da Pontifícia União Missionária (PUM) e diretor do Centro Internacional de Animação Missionária (Cidade do Vaticano).

O “Fórum Mundial de Cidades e Territórios de Paz” é uma rede mundial, não confessional, lançada em 2017 com a participação de mais de 100 cidades ao redor do mundo (com seus prefeitos). Também inclui representantes de instituições internacionais, governos nacionais, regionais e locais, organizações da sociedade civil, universidades, empresas e escolas: todos unidos na intenção de construir a convivência, a paz, a dignidade humana nas cidades e territórios.

O Fórum é um processo de reflexão e advocacy global, coletivo e “a partir de baixo” que, por meio de redes, ações de intercâmbio, programas ou campanhas educacionais em várias partes do mundo, visa promover políticas públicas, programas e iniciativas de cidadania que ajudem a construir uma verdadeira educação para a paz, a dignidade humana, o desenvolvimento autêntico e inclusivo, a começar pelos jovens.

Em 2018 o Fórum recebeu uma Mensagem do Papa Francisco, quando exortou os membros da rede a “promover a construção do tecido social, hoje tão fragmentado pelo egoísmo, injustiça e agressão” e encorajou os territórios a promover “os mais frágeis, os marginalizados, os rejeitados, para que tenham oportunidade de se sentirem em casa numa comunidade que acolhe, integra, apoia e favorece o reconhecimento do outro na sua própria riqueza e diversidade”.

O Fórum atua em nome de uma concepção positiva de paz que “deve ser entendida não apenas como ausência de conflitos armados, mas também como presença de justiça social, desenvolvimento sustentável, exercício democrático da cidadania, respeito aos direitos humanos dentro e entre os Estados", e tem como objetivo compartilhar escolhas, experiências, processos para tornar as cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.

*Com Agência Fides

30 julho 2021, 10:16