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 2018.10.02 Giornata della nonviolenza 2018.10.02 Giornata della nonviolenza 

Caritas Internacional: priorizar a paz e harmonia entre os homens

Por ocasião do Dia Internacional da Paz, celebrado neste 21 de setembro, a organização caritativa vaticana pede para cessar os conflitos no mundo inteiro.

Tiziana Campisi/Mariangela Jaguraba – Vatican News

“Acabar com a guerra e a violência no mundo inteiro, especialmente no Oriente Médio” e “promover o diálogo a fim de encontrar uma solução política para todos os conflitos”. Este é o apelo da Caritas Internacional para o Dia Internacional da Paz, celebrado nesta segunda-feira (21/09), instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 30 de novembro de 1981.

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Num comunicado, a organização católica pede a eliminação das sanções econômicas contra a Síria, que agravam o conflito, e que os líderes políticos sejam incentivados a se sentarem à mesa das negociações. Convida a “promover a paz nas áreas de conflito e garantir a ajuda internacional ao desenvolvimento” das “comunidades locais”, criando oportunidades de instrução e trabalho, sobretudo para os jovens em risco de serem recrutados por grupos armados e milícias. A Caritas Internacional pede para “apoiar os líderes religiosos e comunidades religiosas na promoção do diálogo inter-religioso”.

Paz como cultura

“A memória do passado”, lê-se no documento, “deve nos impelir à conversão e a aspirar a um mundo onde a paz e a harmonia possam contribuir para o desenvolvimento humano integral”. A organização caritativa internacional ressalta que “ainda hoje existem milhões de pessoas que não podem viver com dignidade por causa das guerras e da violência”, “que morrem por causa de conflitos e violência, cujas causas se encontram no egoísmo, na ganância, na corrupção, na discriminação religiosa e étnica e na exploração ilegal dos recursos naturais”. Lembrando as palavras do Papa Francisco, que salientou que “toda guerra acaba sendo um fratricídio que destrói o projeto de fraternidade, inscrito na vocação da família humana”, a Caritas Internacional reitera que a paz é “uma cultura que deve ser cultivada, partilhada e vivida em todos os níveis da sociedade”. “Por este motivo,” prossegue o comunicado, “a Caritas está engajada na promoção da paz através da construção de comunidades locais que vivem sua fraternidade através do diálogo e da partilha” e “encontra inspiração profunda na encíclica Populorum Progressio, na qual Paulo VI afirma que 'o desenvolvimento é o novo nome da paz'”.

Além do medo

A organização internacional também salienta que “num momento em que a Covid-19 revelou a todos nós a fragilidade da existência humana e uniu toda a humanidade na luta contra a propagação do vírus, devemos lutar contra todas as formas de divisão e ódio” e, como o Papa Francisco repetiu várias vezes, agir contra “a desconfiança e o medo que enfraquecem as relações e aumentam o risco de violência”.

O compromisso com as Igrejas locais

A Caritas Internacional considera como prioridade a aspiração de cada pessoa à paz, à harmonia e ao desejo de viver a própria vida com dignidade, e por esta razão, em todo o mundo, coloca em prática programas para promover esses objetivos. Nos Estados de Kachin e Shan do norte”, informa o comunicado, “a Caritas Mianmar, junto com a Igreja local, realiza um programa de paz para os deslocados internos e as comunidades afetadas pelos conflitos. Em Mindanao, nas Filipinas, a Caritas e a Igreja local estão trabalhando para encontrar uma solução pacífica numa região onde prevalece a violência. No Paquistão, Caritas e a Igreja local promovem a paz e a harmonia entre as comunidades através de pequenos projetos de desenvolvimento. Na República Centro-Africana, o arcebispo de Bangui, o Imã e o líder da Igreja Protestante nacional, estão na vanguarda da promoção da reconciliação. Na Colômbia, a Caritas reforça os processos de desenvolvimento para uma transformação não violenta dos conflitos através da participação e empoderamento das comunidades locais”.

21 setembro 2020, 10:01