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Animais e agricultores são abençoados na festa de Santo Antão no Vaticano

O local virou um grande sítio improvisado nesta sexta-feira (17) como sinal de proteção ao trabalho no campo para garantir a biodiversidade e o respeito à Criação. Hoje a Igreja comemora a festa litúrgica de Santo Antão, protetor dos animais.

Andressa Collet, Alessandro Guarasci – Cidade do Vaticano

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Já é tradição no dia da festa litúrgica de Santo Antão, protetor dos animais, um espaço próximo à Praça São Pedro, no Vaticano, se transformar num grande sítio improvisado. Vacas, cabras, galinhas, coelhos e patos, por exemplo, são levados para serem abençoados. A festa recebeu representantes da Associação Italiana de Agricultores e da Coldiretti, a principal organização de empreendedores agrícolas em nível italiano e europeu, com um 1 milhão e meio de associados.

De fato, centenas de agricultores se reuniram no Vaticano, neste dia 17 de janeiro, para festejar Santo Antão. Pela manhã, ao final da missa que aconteceu na Basílica de São Pedro, homens e animais reunidos próximos à Praça foram abençoados.

Os valores do homem do campo

Neste ano, o evento foi dedicado particularmente ao tema do valor da família agrícola e ao respeito pela Criação. A agricultura e a pecuária são um tesouro a ser protegido para se garantir a biodiversidade e o respeito ao Criador.

A realidade, porém, vai no caminho contrário. Segundo dados da Coldiretti, nos últimos 10 anos a Itália perdeu, só entre os animais maiores, cerca de um milhão de ovelhas e cordeiros, além de quase 800 mil porcos e 200 mil bovinos e búfalos. Uma perda que se deve, sobretudo, à montanha e às áreas internas mais difíceis onde faltam as mínimas condições econômicas e sociais para garantir a permanência de pastores e agricultores.

Mas o interior italiano também é fonte de trabalho, já que o país está vendo jovens voltarem aos campos: mais de 55 mil jovens com menos de 35 anos de idade estão voltando às origens e liderando empresas agrícolas.

17 janeiro 2020, 17:56