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Seminário na Costa do Marfim: o Estado promova a justiça social

O Seminário foi uma iniciativa conjunta da Embaixada da Costa do Marfim junto à Santa Sé e do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral em vista da celebração, em 2020, do 50º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a Costa do Marfim e a Santa Sé. Os participantes, constituídos principalmente por representantes do governo marfinense, líderes religiosos e atores da sociedade civil, elaboraram 10 propostas

Cidade do Vaticano

O Seminário sobre o “Desenvolvimento humano integral, caminho para paz”, realizado dias 13 e 14 de novembro em Abidjan, na Costa do Marfim, lançou 10 propostas.

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O evento acadêmico foi uma iniciativa conjunta da Embaixada da Costa do Marfim junto à Santa Sé e do Dicastério vaticano para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral em vista da celebração, em 2020, do 50º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a Costa do Marfim e a Santa Sé.

Dez propostas

Segundo a agência missionária Fides, os participantes, constituídos principalmente por representantes do governo marfinense, líderes religiosos e atores da sociedade civil, elaboraram as seguintes propostas que foram ilustradas por Dr. Guouéra do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral:

1) Os participantes convidam o Estado e as universidades a considerar a formulação de indicadores para medir o estado do desenvolvimento humano integral;

2) O Estado é convidado a reforçar um quadro jurídico que promova a justiça social;

3) O Estado deve levar em consideração as exigências reais das populações beneficiárias dos programas de desenvolvimento também durante a construção de infraestruturas;

4) Estado, partidos e atores da sociedade civil devem definir as intervenções prioritárias para o país;

5) Os partidos políticos devem promover uma vida democrática que seja substancial;

 

6) Os líderes religiosos e os fiéis são chamados a viver a dimensão social da sua fé;

7) Os atores econômicos são convidados a trabalhar com responsabilidade, promovendo a paridade de direitos para os trabalhadores;

8) As famílias, os educadores e os meios de comunicação devem promover a cultura do respeito e do acolhimento também entre diferentes gerações;

9) É preciso que Estado, partidos e atores da sociedade civil se comprometam ativamente em favor da paz e evitem o surgimento de tensões;

10) O Estado e os atores econômicos são convidados a encorajar a produção de alimentos que permitam uma nutrição sadia e diversificada no respeito pela biodiversidade.

(Fides)

19 novembro 2019, 19:28