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Parolin: diálogo, reformas e desarmamento para resolver os desafios internacionais

Em relação à visita que o Papa Francisco fará proximamente à Tailândia e ao Japão, de 19 a 26 de novembro, o secretário de Estado vaticano afirmou que o Santo Padre está se preparando cuidadosamente. Para ele será um retorno àquela área após a viagem a Mianmar e Bangladesh. Em relação aos temas que estarão no centro, em particular, da visita ao Japão, o cardeal Pietro Parolin disse que haverá um apelo insistente ao desarmamento

Cidade do Vaticano

O secretário de Estado vaticano, cardeal Pietro Parolin, foi um dos convidados na apresentação esta terça-feira (29/10), na Embaixada da Itália junto à Santa Sé, em Roma, do livro do vice-chanceler da Pontifícia Academia das Ciências e da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, monsenhor Dario Edoardo Viganò, intitulado “O Cinema dos Papas. Documentos inéditos da Filmoteca Vaticana”.

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Falando com os jornalistas à margem da apresentação, o purpurado respondeu a algumas perguntas inerentes também à atualidade internacional, como a situação na Síria e a próxima viagem do Papa Francisco à Ásia.

Síria: diálogo e reformas por uma paz duradoura

A propósito da Síria ainda em conflito, o cardeal Parolin reiterou que a Santa Sé insiste sempre na importância do diálogo e da negociação para resolver problemas que continuam provocando tanto sofrimento.

Em seguida, observou que a guerra ao autoproclamado Estado Islâmico (EI) havia sido declarada encerrada, mas que parece evidente a importância de erradicar a cultura que provocou aquele fenômeno e que isso se faz dando respostas às necessidades da população, fazendo reformas como as que muitas pessoas estão pedindo, por exemplo, no Iraque. Somente assim, concluiu, se conseguirá evitar as derivas que se manifestaram na experiência do autoproclamado Estado Islâmico.

No Japão, o apelo ao desarmamento

Em relação à visita que o Papa Francisco fará proximamente à Tailândia e ao Japão, de 19 a 26 de novembro, o secretário de Estado afirmou que o Papa Francisco está se preparando cuidadosamente.

Para ele será um retorno àquela área após a viagem a Mianmar e Bangladesh. Em relação aos temas que estarão no centro, em particular, da visita ao Japão, o cardeal Parolin disse que haverá um apelo insistente ao desarmamento.

Efetivamente, observou o purpurado, corremos um grande perigo porque vemos que ao invés da destruição dos arsenais, a tendência em curso é de rearmar-se. E isso ocorre sem garantir maior segurança às populações, aliás, subtraindo recursos importantes para o desenvolvimento da sociedade.

29 outubro 2019, 19:05