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Papa durante visita pastoral à Lampedusa Papa durante visita pastoral à Lampedusa 

Patti Smith a Papa Francisco: “dedico as minhas lágrimas a ele”

Em entrevista exclusiva de Massimo Granieri ao jornal vaticano L’Osservatore Romano, a artista americana, Patti Smith, agradece ao Papa Francisco por cuidar “de cada um de nós”, principalmente de quem mais precisa, e afirma que estará sempre com o Pontífice, dedicando inclusive as suas lágrimas.

Andressa Collet – Cidade do Vaticano

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A artista americana Patti Smith concedeu uma entrevista exclusiva ao jornalista Massimo Granieri, publicada na edição desta sexta-feira (14) do jornal vaticano L’Osservatore Romano. Ela está na Itália por ocasião do festival musical mais importante da Europa, o Medimex de Taranto, na região da Puglia.

Com o título da reportagem “Ao Papa Francisco dou as minhas lágrimas”, a “poetisa do punk” – que também se tornou uma das mulheres mais influentes do rock – fez uma homenagem ao Pontífice ao dizer:

“Quero dizer ao Papa Francisco: obrigada. Dou a ele o presente do meu amor e das minhas lágrimas. Agradeço-lhe porque cuida de cada um de nós, como deveria fazer uma pessoa de uma instituição religiosa ao imitar Cristo. Zela para que o manto da caridade de São Francisco possa ser dado a quem precisa, principalmente aos mendigos. O modo mais nobre possível de ser a imitação de Cristo. Quero só agradecê-lo, sempre estarei com ele.”

Patti Smith sobre o sorriso de João Paulo I

Na entrevista, Patti Smith também fez referência a João Paulo I ao afirmar que se apaixonoui por ele “pelo sorriso. Não conheço muitas coisas sobre o Vaticano e sobre rituais da Igreja Católica. Estava na Europa quando, em agosto de 1978, Albino Luciani se tornou Papa; eu estava vendo na TV. E mesmo pela TV o seu amor e a sua humanidade me fizeram chorar”, disse a cantora que acrescentou:

“Quando sorriu, eu tive amor por ele e a esperança que fosse um homem bom. Pensei que teria sido um puro de coração e que essa pureza se podia sentir. Olhando para ele, eu me senti salva e percebi que estavam para acontecer coisas maravilhosas, que teria sido um ótimo Papa. Quando morreu prematuramente, o meu coração se despedaçou como se tivesse morrido um membro da minha família.”

14 junho 2019, 20:06