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Cardeal Leonardo Sandri recorda do patriarca emérito dos maronitas Nasrallah Boutros Sfeir Cardeal Leonardo Sandri recorda do patriarca emérito dos maronitas Nasrallah Boutros Sfeir 

Card. Sandri: Patriarca Sfeir, uma flecha apontada para Cristo

Na noite de sábado, 25, celebrou-se na Igreja do Pontifício Colégio Maronita, na Urbe, uma Divina Liturgia em sufrágio pela alma do cardeal Nasrallah Boutros Sfeir, patriarca emérito de Antioquia dos Maronitas, falecido em 12 de maio passado.

Benedetta Capelli - Cidade do Vaticano

"Capaz de falar a todos, ponto de referência primeiro com as palavras e depois com a vida vivida na humildade e simplicidade". Assim o prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, cardeal Leonardo Sandri, traçou sinteticamente o perfil do patriarca Sfeir, em seu discurso de saudação ao final da Divina Liturgia celebrada na noite de sábado na Igreja do Pontifício Colégio Maronita na Urbe, duas semanas após sua morte.

Uma vida fundada na rocha que é Cristo

 

A existência do patriarca emérito de Antioquia dos Maronitas, cardeal Nasrallah Boutros Sfeir, foi na visão do cardeal Sandri "uma flecha apontada para Aquele que é a Rocha sobre a qual alicerçar a vida de uma pessoa, de uma família, de uma comunidade religiosa, de uma Igreja e de uma Pátria: Cristo, o Senhor!"

 

O purpurado ressaltou a predisposição de Sfeir em ser "o servo de todos" e, citando as palavras de São João Paulo II sobre o patriarca - "pai de sua Igreja, responsável por sua renovação" – o cardeal Sandri recordou como ele tenha sido para muitos um Pastor, um guia que nunca teve medo de dizer uma palavra clara e forte para todo o povo.

Pilar da nação libanesa

 

Presidindo a Divina Liturgia, Mons. François Zaki Eid, procurador do patriarca Maronita junto à Santa Sé, destacou em sua homilia três características do cardeal Sfeir: “ícone da exemplaridade sacerdotal, episcopal e patriarcal; homem de Deus com sua humildade; pilar da nação libanesa”.

Recordando a guerra no Líbano, Mons. François Zaki Eid falou do constante interesse de João Paulo II pelo destino do país. "O Líbano - afirmou - foi salvo e todos, cristãos e muçulmanos, uniram-se em torno ao patriarca, que se tornou o único ponto de referência para os libaneses, porque em nome de todos ele lutou e conseguiu libertar o solo nacional de toda ocupação e presença militar estrangeira".

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26 maio 2019, 11:38