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Quando os catequistas são "seriamente comprometidos, bem valorizados e bem formados, são verdadeiros animadores e formadores de toda a comunidade cristã, junto com os bispos, os presbíteros e diáconos permanentes". Quando os catequistas são "seriamente comprometidos, bem valorizados e bem formados, são verdadeiros animadores e formadores de toda a comunidade cristã, junto com os bispos, os presbíteros e diáconos permanentes".  (AFP or licensors)

Missão, paradigma de toda ação da Igreja, reitera cardeal Filoni

Celebração do Mês Extraordinário Missionário de outubro de 2019, formação de catequistas em territórios de missão, a necessidade de identificar novas formas de oração, animação missionária e coleta de fundos para a missio ad gentes: são foram os temas abordados pelo prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos cardeal Fernando Filoni, na Assembleia Geral anual das Pontifícias Obras Missionárias.

Cidade do Vaticano

Ao pronunciar-se na tarde de segunda-feira, 27,  na Assembleia Geral anual das Pontifícias Obras Missionárias (POM), em andamento até 1º de junho na Fraterna Domus de Sacrofano (Roma), o cardeal Fernando Filoni destacou em primeiro lugar a importância da Carta Apostólica Maximum Ilud do Papa Bento XV, que deu início à "frutuosa renovação evangélica da missão eclesial", cujo centenário o Papa Francisco quis celebrar com um Mês Missionário extraordinário.

Com sua carta, o Papa Bento XV desejava atingir essencialmente três objetivos, como recordou o cardeal Filoni: "Antes de tudo, convidava toda a Igreja e as Igrejas locais a assumir a missão, não delegando isto somente às instituições e congregações religiosas particulares. Em segundo lugar, requalificar evangelicamente a missão, significava para ele recordar que a missão da Igreja tem como único e exclusivo objetivo proclamar o Evangelho, a fé e o testemunho da caridade. O terceiro aspecto consistia na explícita vontade do Papa de separar qualquer associação indevida da fé e de sua missão com interesses coloniais, com ideologias nacionalistas eurocêntricas, muito fortes naquela época".

A missão deve se tornar o paradigma de toda ação da Igreja 

 

Para o prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, também o Papa Francisco, celebrando o centenário desta Carta Apostólica, deseja fundamentalmente três coisas: "em primeiro lugar, nos convida a renovar a missão como compromisso batismal de todos os fiéis, sem deixar ou delegar somente aos institutos missionários esta fundamental dimensão da fé de todo o Povo de Deus; em segundo lugar, a missão deve tornar-se o paradigma da vida ordinária e de toda ação da Igreja. E por fim,  a todos os cristãos nas suas dioceses, paróquias, movimentos e grupos eclesiais, é pedido que estejam em permanente estado de missão".

A importância dos catequistas nas jovens Igrejas em território missionário

 

O cardeal - que também é presidente do Conselho Supremo das Pontifícias Obras Missionárias - sublinhou depois a importância fundamental dos catequistas na vida das jovens Igrejas em territórios de missão, definindo-os como “a figura chave no esforço de evangelização, especialmente em ambientes e comunidades rurais".

"Eles são responsáveis ​​por muitas comunidades missionárias a eles confiadas pelos párocos e bispos - disse o cardeal Filoni -, conduzem a liturgia dominical da Palavra com frequência com a distribuição da Eucaristia, são responsáveis ​​pela oração e pela caridade, vivem com suas famílias em meio aos seus compatriotas cristãos e não cristãos, membros do mesmo povoado e comunidade civil, preparando crianças e adultos para os Sacramentos".

Quando os catequistas são "seriamente comprometidos, bem valorizados e bem formados, são verdadeiros animadores e formadores de toda a comunidade cristã, junto com os bispos, os presbíteros e diáconos permanentes".

Confiar a catequese a uma equipe de catequistas

 

No contexto das mudanças sociais e eclesiais que incidem também neste ministério, "é necessário sempre descobrir novas formas de ser catequista" - afirmou o cardeal Filoni - que indicou a oportunidade de confiar a catequese não mais somente a um homem ou uma mulher particularmente disponíveis e preparados, mas também a equipes formadas por homens, mulheres, famílias, jovens, um diácono permanente, um religioso ou uma religiosa e religioso e até mesmo crianças. No entanto, é necessário formar essas pequenas equipes de quatro ou cinco pessoas, para que "possam dar um verdadeiro testemunho de fé e de Igreja no mundo".

Para alcançar este objetivo, as Igrejas locais devem assegurar uma adequada formação inicial e permanente dos catequistas, escolhidos após um atento discernimento, cuidar das estruturas de formação e escolher formadores preparados, resolvendo também as questões de ordem prática.

"Os bispos locais com presbíteros e religiosos - recomendou o purpurado - devem assumir seriamente o cuidado desses importantes e fundamentais colaboradores no trabalho da missão da Igreja nos territórios a eles confiados".

Repensar modalidades de oração, animação missionária e coleta de fundos

 

O último tema abordado pelo cardeal Filoni em seu discurso, referiu-se à necessidade de "repensar os métodos de oração, de animação missionária e arrecadação de fundos para a missio ad gentes do Papa junto com as Igrejas Particulares", no contexto de "uma autêntica e radical reforma das POM no espírito indicado a nós indicado pelo Papa Francisco na Evangelii Gaudium”.

Nesse sentido, ele propôs desenvolver novas formas de presença das POM, quer nos santuários marianos como em outros lugares caros à devoção popular, bem como no mundo das mídias sociais que estão a serviço da oração e da formação da fé.

Aos Secretariados Internacionais das quatro POM, pediu então para "iniciar um processo unitário de discernimento sobre seus próprios métodos, para um compromisso central de arrecadação de fundos": "A preocupante diminuição dos fundos, que as POM recebem e podem distribuir, requer um novo olhar também na captação de recursos ”, concluiu.

(Agência Fides)

 

28 maio 2019, 13:18