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Observador permanente da Santa Sé na Onu, Dom Bernardito Auza Observador permanente da Santa Sé na Onu, Dom Bernardito Auza 

Dom Auza (Santa Sé na Onu): riscos da utilização da energia nuclear

Acidentes recordam que a utilização da energia nuclear não é insenta de riscos, por vezes muito graves. “Portanto, é da máxima importância que a comunidade internacional adote uma grande precaução no uso da energia nuclear para fins pacíficos." Dom Auza recordou os acidentes de Chernobyl e Fukushima.

Cidade do Vaticano

O observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, Dom Bernardito Auza, manifestou na terça-feira (06/11), na sede da organização em Nova York, seu apreço pelo constante e válido trabalho do Comitê científico da Onu sobre os efeitos das radiações atômicas (Unscear) derivantes dos acidentes nucleares de Chernobyl, na Ucrânia (1986), e Fukushima, no Japão (2011). O pronunciamento do representante vaticano deu-se na 73ª sessão da Assembleia Geral sobre os efeitos das radiações atômicas.

Utilização da energia nuclear não é isenta de riscos

Estes acidentes recordam que o uso da energia nuclear não é insento de riscos, por vezes muito graves. “Portanto, é da máxima importância que a comunidade internacional adote uma grande precaução no uso da energia nuclear para fins pacíficos. Ademais, as análises efetuadas pela Unscear podem ser aplicadas aos impactos radiativos consequência do uso de armas nucleares, em particular contra as cidades”, ressaltou o arcebispo filipino.

O observador permanente da Santa Sé na Onu recordou os mortos e as feridas provocadas pela exposição a radiações ionizantes após o uso de armas nucleares em Hiroshima e Nagasaki (no Japão), fazendo votos de que estas sejam as únicas vítimas das radiações devido a este tipo de utilização da energia nuclear.

Expectativa pelo relatório sobre as consequências do acidente nuclear de Fukushima

“A Santa Sé aguarda com grande expectativa conhecer as conclusões do Comitê da Onu sobre o desastre de Fukushima após ao relatório apresentado em 2015. Essas informações serão de grande utilidade para saber mais sobre os efeitos a longo prazo da exposição às radiações”, afirmou Dom Auza.

O prelado manifestou apreço também pela estreita colaboração da Unscear com outras entidades do sistema das Nações Unidas, entre as quais a Agência Internacional para Energia Atômica (AIEA), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), ao fornecer à comunidade internacional novos dados para uma compreensão mais profunda sobre os efeitos das radiações atômicas e sobre seu impacto na vida das pessoas atingidas e no ambiente.

Avaliar os riscos do uso pacífico da energia nuclear

“Quando a comunidade internacional deu-se conta, pela primeira vez, das consequências da divisão do átomo, em particular daqueles elementos que mediante a fissão liberam quantidades enormes de energia, e das consequências da fusão dos átomos e do desprendimento de quantidades ainda maiores de energia, não houve uma profunda avaliação do papel substancial que a liberação de radiações ionizantes teria na busca do uso pacífico da energia nuclear”, concluiu o representante vaticano.

07 novembro 2018, 13:36