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Vatican News
2018.10.04 Congregazione Generale Sinodo dei Vescovi Papa Francisco durante o Sínodo no Vaticano  (Vatican Media)

Papa Francisco: portador de jovialidade à Igreja, diz jovem

Jovem jornalista brasileiro descreve o Pontífice como um fiel construtor de pontes, que atravessa gerações e ideologias, com sua jovialidade inerente. Um exemplo máximo para o Brasil que vive de instabilidades: aquela da juventude com aquela que o país oferece.

Andressa Collet - Cidade do Vaticano

O Sínodo dos Bispos reúne as mais diferentes realidades vividas pela juventude, num grande ambiente de debate e análise para que os jovens sejam ouvidos, respeitados e acompanhados. "Como nós, pastores, podemos responder às necessidades dos jovens?”, se questionou o arcebispo de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler.

Frederico Zanatta, jornalista de 30 anos, natural de Jundiaí/SP, responde: “a Igreja tem que ser mais rápida em dar as respostas que os jovens precisam. O jovem, no seu cerne, é um ser que busca conhecimentos, aventuras e experiências, mas também busca respostas. Então, eu espero que, com este Sínodo, a Igreja consiga chegar com mais rapidez com essas respostas de que os jovens precisam. A gente vive num país em que, infelizmente, a situação não traz muita estabilidade, e a juventude vive um momento de muita instabilidade, então, juntam-se as instabilidades: da vida de cada um com aquela que o país oferece. Acho que a Igreja tem que dar mais estabilidade, mais respostas para o jovem. E eu acredito que esse encontro dos bispos, com as experiências que eles trazem de todas as partes do mundo, é muito importante”.

“ Juntam-se as instabilidades: da vida de cada jovem com aquela que o Brasil oferece. ”

Cinco anos seguindo "as pontes" de Francisco

Frederico estava estudando em Roma, em 2013, época da renúncia do Papa Bento XVI, e acompanhou de pertinho os dois dias chuvosos na Praça São Pedro, durante o conclave e a eleição do Papa Francisco. Ele conta que são cinco anos seguindo o Pontificado e as “pontes” do Santo Padre:

“O Papa Francisco traz nele mesmo um sentido de rebeldia, apesar de todo caráter doutrinário que todo Pontífice tem que ter. Pontífice é ponte, é aquele que constrói pontes. O Pontífice máximo é aquele que constrói pontes. Então, acho que o Papa Francisco, mais do que ninguém, consegue construir essas pontes, atravessando todas as gerações, todas as ideologias. E as próprias declarações do Papa trazem esse ar de jovialidade da Igreja, por isso acredito que a Praça São Pedro e a própria Via della Conciliazione estão cada vez mais cheias de gente e representam isso: a pessoa se enxergar dentro da Igreja através dessa jovialidade que o Papa traz.”

19 outubro 2018, 14:20