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Padre Renato: Santidade, grande mergulho no amor de Deus

Não pode haver santidade sem seguimento de Jesus e, nem seguimento de Jesus, sem santidade. Trata-se de um binômio inseparável, de uma experiência real que acontece diariamente.

Padre Renato dos Santos SDB – Cidade do Vaticano

Dizíamos na reflexão anterior que o Papa Francisco, no seu quinto ano de Pontificado, com linguagem coloquial simples e direta, nos presenteou com esta nova Exortação Apostólica, que tem por título: "Gaudete et Exsultate"! Traduzindo: “Alegrai-vos e exultai”!

Com esta Exortação Apostólica, entenderemos melhor que seguir Jesus Cristo com radicalidade desencadeará em nós o desejo natural de crescer na santidade. Seria incoerente seguir o Mestre se não nos dispuséssemos, interiormente, a subir a montanha sagrada, uma vez que é o próprio Jesus quem nos diz com determinação: "Sede santos, assim como vosso Pai celeste é santo". (Mt 5,48)

Precisamos dum espírito de santidade

 

Por detrás desta afirmação encontra-se, concretamente, o radicalismo no seguimento de Jesus, sobretudo, para quem recebeu o dom do Batismo. Afirma o Papa: “Precisamos dum espírito de santidade que impregne tanto a solidão como o serviço, tanto a intimidade como a tarefa evangelizadora, para que cada instante seja expressão de amor doado sob o olhar do Senhor. Desta forma, todos os momentos serão degraus no nosso caminho de santificação”.

 

Não pode haver santidade sem seguimento de Jesus e, nem seguimento de Jesus, sem santidade. Trata-se de um binômio inseparável, de uma experiência real que acontece diariamente. Para quem entende em profundidade o que significa o seguimento de Jesus sabe que santidade corresponde ao oxigênio, ou seja, é impossível viver sem...

Chamados pelo Senhor à perfeição do Pai

 

Lendo e refletindo esta Exortação Apostólica, entenderemos que o caminho de santidade proposto por Jesus não é para pessoas que vivem num estado de vida superior, extraordinária, mas, ordinária... Santidade pode e deve acontecer na vida cotidiana de cada pessoa. O Concílio Vaticano II salientou vigorosamente: “Munidos de tantos e tão grandes meios de salvação, todos os fiéis, seja qual for a sua condição ou estado, são chamados pelo Senhor à perfeição do Pai, cada um por seu caminho”. (Const. dogm. sobre a Igreja Lumen gentium, 11)

A santidade diz da nossa qualidade de seguidores. Portanto, santidade deve ser sinônimo de profundidade e não de superficialidade. Santidade será, sempre, um grande mergulho no amor de Deus.

E, o Papa Francisco, nos dá de presente esta Exortação Apostólica para entendermos da necessidade de mergulharmos mais e, mais, neste amor gerador de santidade. Num ambiente eclesial, tantas vezes anestesiado pela inércia, sem alegria e, sem motivações profundas para o seguimento radical, o Papa nos diz: “O Senhor pede tudo e, em troca, oferece a vida verdadeira, a felicidade para a qual fomos criados. Quer-nos santos e espera que não nos resignemos com uma vida medíocre, superficial e indecisa”. (GE 1)

Desejo de crescer na santidade 

 

Para entendermos a finalidade desta Exortação Apostólica o próprio Papa Francisco afirma: “Não se deve esperar aqui um tratado sobre a santidade, com muitas definições e distinções que poderiam enriquecer este tema importante ou com análises que se poderiam fazer acerca dos meios de santificação. O meu objetivo é humilde: fazer ressoar mais uma vez a chamada à santidade, procurando encarná-la no contexto atual, com os seus riscos, desafios e oportunidades, porque o Senhor escolheu cada um de nós «para ser santo e irrepreensível na sua presença, no amor» (cf. Ef 1, 4). (GE 2)

Temos o desejo de crescer na santidade, ou, estamos anestesiados pela inércia? Sentimos, verdadeiramente, o desejo de mergulhar no amor de Deus? Sim? Então, já estamos no caminho da santidade. Doar a vida será apenas consequência...

Na próxima semana continuaremos a reflexão sobre esta Exortação Apostólica.

Ouça a meditação
13 julho 2018, 08:00