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Um novo cânone a ser inserido no Código de Direito Canônico, dedicado ao "grave dever " para os fiéis cristãos não apenas de  "não prejudicar" mas também de "melhorar" o meio ambiente natural.  Esta é a proposta que o cardeal Francesco Coccopalmerio, presidente emérito do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos Um novo cânone a ser inserido no Código de Direito Canônico, dedicado ao "grave dever " para os fiéis cristãos não apenas de "não prejudicar" mas também de "melhorar" o meio ambiente natural. Esta é a proposta que o cardeal Francesco Coccopalmerio, presidente emérito do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos 

Cardeal defende cânone sobre defesa da "casa comum" no Código de Direito Canônico

O presidente emérito do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, cardeal Francesco Coccopalmerio, defende a inserção no Código de Direito Canônico de um cânone sobre o dever dos cristãos de proteger a "casa comum".

Cidade do Vaticano

Um novo cânone a ser inserido no Código de Direito Canônico, dedicado ao "sério dever" dos fiéis cristãos, não apenas de "não prejudicar", mas também de "melhorar" o meio ambiente natural.

É o que o cardeal Francesco Coccopalmerio, presidente emérito do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, pretende propor ao Papa Francisco, conforme anunciado pelo próprio purpurado no encontro "Diálogo sobre investimentos católicas na transição energética", realizado em 12 de julho em Roma.

O encontro - realizado a portas fechadas - reuniu representantes de instituições do Vaticano, fundações e organizações católicas envolvidas na implementação de investimentos responsáveis ​​para uma transição energética correta.

O cardeal Coccopalmerio assim resumiu sua proposta ao Vatican Insider: "O Código de Direito Canônico, no início do Livro II, nos cânones 208-221 sob o título “Das obrigações e direitos de todos os fiéis”, apresenta uma lista destas obrigações e direitos e, por essa razão, traça um perfil do fiel e de sua vida de cristão. Infelizmente, nada se diz sobre um dos deveres mais sérios: proteger e promover o ambiente natural em que vive o fiel ".

"A minha proposta - continua o prelado ambrosiano - seria a de pedir ao Papa, da parte do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, a inserção nos cânones que acabei de mencionar, um novo cânone que soa mais ou menos assim: "Todo fiel cristão, ciente de que a criação é a casa comum, tem o sério dever não somente de não danificar, mas também de melhorar, tanto com normal comportamento, como com iniciativas específicas, o meio natural em que cada pessoa é chamada a viver "».

Inspirados pela Encíclica Laudato Si e pelas claras palavras que o Papa Francisco recentemente dirigiu aos dirigentes das principais empresas no setor de petróleo, gás natural e outros negócios relacionados com a energia, os participantes concordaram sobre a importância do programa católico de Desinvestimento - Investimento promovido pelo Movimento Católico Mundial para o Clima que convida as instituições católicas a assumir publicamente um compromisso de desinvestimento dos combustíveis fósseis, assumindo assim um papel profético em relação ao domínio desses combustíveis na economia global.

As instituições católicas estão assumindo um papel de liderança no movimento global sobre desinvestimento de combustíveis fósseis. Entre outros, os bancos católicos com um orçamento de 7,5 bilhões de euros e Caritas Internationalis desinvestiram no  último 22 de abril de 2018.

O presidente da Caritas Internationalis, o cardeal Luis Antonio Tagle, afirmou: "Os pobres sofrem muito por causa da crise climática e os combustíveis fósseis são os principais impulsionadores dessa injustiça. É por isso que a Caritas Internationalis decidiu não investir mais em combustíveis fósseis. Encorajamos nossas organizações, outros grupos e instituições da Igreja a fazer o mesmo". A Conferência Episcopal da Bélgica deu o exemplo em 4 de outubro do ano passado, na festa de São Francisco de Assis.

Além do cardeal Coccopalmerio, tomaram parte no encontro, entre outros, Leonardo Becchetti, professor de Economia na Universidade de Roma Tor Vergata e membro da comissão organizadora da Fundação Quadragésimo Ano; Tomás Insua, diretor-executivo do Movimento Católico Mundial para o Clima; John O'Shaughnessy, fundador do "The Catholic Impact Investing Collaborative", tesoureiro e membro do Movimento Católico Mundial para o Clima; Vladi Lumina, membro do Comitê Promotor da Fundação Quadragésimo Ano e membro da Comissão para as atividades do setor de saúde das pessoas jurídicas públicas da Igreja.

Os participantes sublinharam firmemente a importância de investimentos em linha com a Doutrina Social da Igreja, sobre o qual se baseia a proposta de criar uma verdadeira classificação em conformidade com a própria doutrina social, sobre a qual está trabalhando a Fundação Quadragésimo Ano.

Falou-se também da importância das escolhas diárias de consumo geradoras de mudanças e a necessidade de fornecer treinamento ad hoc para consultores financeiros, figuras-chave para a gestão de investimentos.

Entre os próximos eventos está o anúncio de desinvestimento de combustíveis fósseis de 13 de setembro 2018, por ocasião do Encontro  de Ação Global do Clima, o evento internacional Prophetic  Economy, a ser realizado de 2 a 4 de novembro de 2018 (https : //www.propheticeconomy.org/italiano).

(Vatican Insider)

 

17 julho 2018, 12:43