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Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni 

Filoni: requalificar evangelicamente missão da Igreja no mundo de hoje

Requalificar evangelicamente a missão da Igreja no mundo é o que pedia Bento XV na Carta apostólica Maximum Illud, de 1919, recordou o Cardeal Filoni. "O mesmo premente convite nos é repetido pelo Papa Francisco", reiterou o purpurado na abertura da Plenária anual das Pontifícias Obras Missionárias.

Cidade do Vaticano

“A convocação do Mês Missionário Extraordinário de outubro de 2019 feita pelo Papa Francisco, me induz a dedicar esta minha reflexão sobre as Pontifícias Obras Missionárias (POM) em torno desta oportunidade providencial”: com essas palavras, o prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos e presidente do Comitê Supremo das Pontifícias Obras Missionárias, Cardeal Fernando Filoni, abriu na manhã desta segunda-feira (28/05) os trabalhos da Assembleia Geral anual das POM.

Quem prega Deus seja homem de Deus

Renovar consciência da responsabilidade batismal

“Outubro de 2019 deveria ajudar todo o povo de Deus a renovar a consciência da responsabilidade batismal em relação à missão da Igreja pela evangelização do mundo inteiro”, ressaltou o purpurado.

Portanto, continuou, “podemos claramente reiterar que a finalidade desta inciativa eclesial está no querer rezar, no querer ser educados pelo exemplo de tantas testemunhas santos e mártires da missão, no refletir e viver a caridade fraterna a fim de que a missio ad gentes se torne paradigma, fonte, modelo exemplar e inspirador, critério de trabalho e de avaliação de toda atuação da Igreja.”

Papa Francisco: renovada conversão da Igreja a Cristo

Requalificar evangelicamente a missão da Igreja no mundo é o que pedia Bento XV na Carta apostólica Maximum Illud, de 1919, recordou o prefeito de Propaganda Fide. “O mesmo premente convite nos é repetido pelo Papa Francisco: requalificar com o Evangelho e reformar com a missão são dois aspectos que expressam um explícito pedido de renovada conversão da Igreja a Cristo”, reiterou.

A esse propósito, o Cardeal Filoni deteve-se em seu discurso sobre dois aspectos: “a santidade como forma da nossa vida cristã e do nosso pessoal serviço eclesial missionário nas Pontifícias Obras Missionárias, e a reforma pela santidade eclesial das nossas estruturas como Pontifícias Obras Missionárias”.

O que somos e fazemos é fruto do encontro pessoal com Cristo

Partindo da afirmação da Maximum Illud “Quem prega Deus seja homem de Deus”, o prefeito do Dicastério Missionário agradeceu aos diretores nacionais pelo serviço à missionariedade, e ressaltou que “tudo aquilo que somos e fazemos é fruto do nosso encontro pessoal com Jesus Cristo vivo na sua Santa Igreja”.

O Cardeal Filoni definiu também a transparência da administração das direções nacionais, da coleta e da transferência dos fundos para a missão da Igreja como “uma forma objetiva de santidade”.

Medir eficácia das POM na santificação e no serviço

“A transparência administrativa dos Secretariados Internacionais, das Direções Nacionais e Diocesanas torna-se, por sua vez, estímulo exigente e desafio para as Igrejas particulares a ser honestas e transparentes ao fazer a coleta e ao entregar integralmente a contribuição que os fiéis e pastores desejam oferecer ao Santo Padre para o compromisso de evangelização do mundo inteiro.”

O Mês Missionários Extraordinário de outubro de 2019 é ocasião providencial para “olhar com coragem para a necessidade urgente de reforma das estruturas das Pontifícias Obras Missionárias”, prosseguiu o purpurado, convidando a “olhar para as estruturas centrais, nacionais e diocesanas das POM para medir, à luz da missão, a sua eficácia na santificação e no serviço”.

Formação para a missão com o paradigma da missio ad gentes

Nesse caminho fez votos de que “também as estruturas das Pontifícias Obras Missionárias possam espelhar o convite de requalificar-se para requalificar evangelicamente a missão da Igreja no mundo de hoje”.

O coração em torno do qual pensar uma substancial reestruturação das Pontifícias Obras Missionárias é “a formação para a missão com o específico paradigma da missio ad gentes” (além-fronteiras, ndr), reiterou o Cardeal Filoni.

(Agência Fides)

28 maio 2018, 18:17