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Papa no encontro com a Cúria Romana Papa no encontro com a Cúria Romana  (AFP or licensors)

Comastri: Papa falou à Cúria Romana como um pai aos seus filhos

O Cardeal Comastri deteve-se sobre como o Natal é vivido no Vaticano.

Cidade do Vaticano

“Um discurso com o coração aberto, como um pai fala aos seus filhos.” 

Foi o que disse o Vigário Geral do Papa para a Cidade do Vaticano, Cardeal Angelo Comastri, numa entrevista após o encontro do Papa, nesta quinta-feira (21/12), com a Cúria Romana para as felicitações de Natal. 

O Cardeal Comastri deteve-se sobre como o Natal é vivido, no Vaticano, seguindo o ensinamento importante que o Papa Francisco está dando com o seu exemplo. 

Cardeal Comastri fala sobre encontro da Cúria com o Papa

Comastri: “Primeiramente, gostaria de ressaltar que as palavras do Papa são sempre um dom e foram acolhidas com o coração aberto, como os filhos que escutam as palavras do Pai. Gostaria de sublinhar ainda que as palavras do Papa foram palavras de incentivo, de elogio, de apreço pelo trabalho da Cúria. É claro que ele também nos solicitou a crescer, a melhorar, e isso todo pai faz com os seus filhos, mas o discurso do Papa foi positivo: a imprensa, como sempre, pega sempre a reprovação, e não o positivo que o Papa reconheceu de seus colaboradores.” 

O senhor está aqui no Vaticano há vários anos. Como se vive o Natal no Vaticano? Pode nos contar a sua experiência?

Comatri: “Dou o testemunho do Natal vivido na Fábrica de São Pedro. Devo dizer que ali o Natal é vivido de forma extraordinária: no Natal as pessoas se encontram, se abraçam e se emocionam. Realmente, sentimo-nos uma família e ali acolhemos realmente o  convite de cuidar de Belém, de nos tornar mais simples, humildes, pequenos para que Jesus nasça no meio de nós. É uma experiência muito bonita!”

Este é o quinto Natal do Papa Francisco. O que mais chama a atenção da maneira em que o Pontífice vive o Natal?

Comastri: “Lembro-me do primeiro Natal quando disse ao Santo Padre: ‘Sentimos o perfume de Belém’. O Papa trouxe novamente para a experiência da Igreja o perfume de Belém e o estilo de Belém. Em Belém, tudo era muito simples: Deus ama a humildade, Deus ama a simplicidade, Deus ama a pequenez, e o Papa Francisco está sintonizado nessa frequência de Belém. Tudo é simples em torno ao Papa. Na simplicidade, percebe-se muito mais a presença de Deus.”

Qual é a sua esperança para os peregrinos que visitam o presépio na Praça São Pedro, entram na Basílica, estão aqui na área do Vaticano?

Comastri: “O Menino de Belém é o menino que trouxe ao mundo uma notícia extraordinária, pois nasceu na humildade, nasceu para nos dizer: ‘Prestem atenção! Todos vocês têm dentro de si um monstro que se chama orgulho, e o orgulho é o muro que os impede de encontrar Deus e as pessoas!’ Se a gente jogar fora um pouco de orgulho, viveremos muito bem no mundo. Gilbert Chesterton, um convertido, disse um dia: “Se crescesse somente um milímetro do nível de humildade, como se estaria bem neste mundo!” A segunda grande mensagem é: junto com o orgulho temos dentro de nós o monstro do egoísmo que nos faz crer que encontramos a felicidade acumulando, juntando, multiplicando as diversões. Não é verdade. Madre Teresa dizia: “A felicidade coincide com a bondade”. É o coração bom, o coração feliz. Se nos tornarmos um pouco bonzinhos, se jogarmos fora um pouco de egoísmo, se jogarmos fora um pouco de orgulho, também nós ouviremos o canto dos anjos e sentiremos a alegria que Maria, José e os pastorem sentiram em Belém. Estes são os votos de Feliz Natal!"

 

 

22 dezembro 2017, 16:15